Nove problemas invisíveis que podem afetar a gravidez…

Na gravidez, o corpo da mulher muda completamente: há mais sangue e líquidos circulando, o coração bate 20% a mais do que o normal, a pressão baixa, o útero aumenta de tamanho e comprime a bexiga e os demais órgãos, vem a prisão de ventre, aparecem varizes e estrias, entre outras alterações.
Antes que essa lista pareça assustadora, saiba que entender tudo o que pode acontecer com você durante os nove meses é fundamental para ficar atenta a alguns problemas que podem surgir de forma silenciosa.

Para ajudar você, consultamos nossa colunista Carolina Ambrogini, obstetra da Unifesp, para enumerar nove coisas que podem fazer mal ao bebê.

1) Falta de higiene bucal:
Cuidar direitinho dos dentes é uma ação sempre bem-vinda, especialmente quando se está grávida. Um estudo recente da Escola de Medicina de Harvard mostrou que processos inflamatórios na gengiva estimulam o aumento de um hormônio chamado prostaglandina, o que pode induzir o parto prematuro do bebê.
2) Excesso de atividade física:
Antes da gravidez eram 40 minutos de esteira, 25 de bike e meia hora nos aparelhos de musculação? Agora é preciso desacelerar um pouquinho, como alerta a obstetra: “Todo excesso na gravidez deve ser evitado. Quando o esforço físico é muito intenso, a grávida pode aumentar o tônus uterino, o que leva a um trabalho de parto prematuro”.
Por outro lado, o sedentarismo também causa desconforto. “As mulheres que não fazem nenhum tipo de atividade podem enfrentar uma gestação mais cansada, com menos disposição. O ideal é fazer atividades físicas leves, de intensidade moderada.”
3) Banho quente: 
Aquele banho quentinho é uma delícia, mas atenção: gravidez e água fervendo não combinam. “No primeiro trimestre de gestação, é preciso fugir das altas temperaturas.

4) Café, chá mate e canela:
Sair para o cafezinho da tarde? Só se for um copinho bem pequeno. A obstetra explica que cafeína (presente nos alimentos citados acima) em altas doses pode induzir ao abortamento, além de aumentar a frequência cardíaca e elevar os riscos de mal-estar.

5) Chá verde: 
Fuja dele. “Esse tipo de chá contém substâncias que inibem a produção de ácido fólico, [vitamina do complexo B], no organismo da grávida. A falta desse nutriente pode causar má formação no tubo neural do feto”.

6) Dietas restritivas:

Uma alimentação balanceada é mais do que necessária nesse período de gravidez: além de o feto não receber os nutrientes necessários para o desenvolvimento, a falta de calorias pode levá-lo à obesidade infantil, de acordo com um estudo feito pelo Hospital Universitário de Nottingham. Os pesquisadores descobriram que quando a mãe impede que o feto receba alguns nutrientes, a programação das células de gordura do bebê se altera, o que futuramente pode significar um quadro de distúrbio alimentar.

7) Diet e light:
Os adoçantes do tipo ciclamato de sódio e sacarina não são recomendados, pois podem causar má-formação do feto. “Antes de comprar um alimento diet ou light, verifique o rótulo para descobrir a composição. Os adoçantes naturais são sempre os mais recomendados”.
8) Laxante:

A constipação é reclamação constante das grávidas. Isso porque, além de o intestino ficar comprimido pelo útero, a progesterona (hormônio da gestação) o deixa mais preguiçoso. Mas, para se livrar do problema, nada de recorrer aos laxantes normais. “Esses produtos podem trazer uma cólica intestinal muito forte. Por isso, durante a gravidez, o melhor é usar laxantes naturais ou à base de fibras. Antes de sair comprando, procure o médico para que ele indique o melhor para você.”

9) Contato com a terra:
A maioria das pessoas já teve contato com a doença toxoplasmose mesmo que não se lembre depois. Isso porque a doença, infecção causada por fezes de gato ou ingestão de carnes cruas, é na maioria das vezes assintomática.

O problema é quando ela se manifesta na gravidez. “Quanto mais cedo o bebê for infectado, pior. A toxoplasmose pode levar a um aborto espontâneo ou trazer problemas de visão e cérebro ao longo do desenvolvimento da criança”, explica a especialista.
Se a gestante já pegou essa doença antes de estar esperando bebê, seu organismo desenvolveu imunidade. Caso contrário, o ideal é que ela evite o contato com as fontes da doença.

Fonte: Andressa Basilio – http://migre.me/cWxFY

 Adaptado pela Profª Heloisa Moser Bittencourt

Brincadeiras de criança que ajudam os pais a perder algumas calorias…

Quem é mãe sabe que após o nascimento dos filhos a rotina se torna uma loucura. Conciliar trabalho e cuidados com as crianças é super difícil – fora que voltar à rotina de antes, como se divertir e praticar exercícios físicos, é quase uma missão impossível. Mas, a gente sabe que com um pouquinho mais de organização – além de uma pequena dose de força de vontade – tudo se resolve.

Que tal, por exemplo, aproveitar para se unir às crianças na hora da brincadeira? Além de estreitar o relacionamento afetivo com seu filho, você ainda poderá perder umas calorias. Saiba que jogar queimada, rodar bambolê e pular corda podem te deixar mais em forma do que você imagina! O ideal é que os pais brinquem entre 40 minutos e uma hora para perder um nível considerável de calorias.

 Pular corda

Naqueles dias que você estiver mais cansada e quiser aliar brincadeira com exercício físico, aposte em pular corda com as crianças. Segundo o professor Leandro Conte, “é uma das principais atividades que ajudam a perder calorias”, além de ajudar no condicionamento físico. Já para as crianças, tem o benefício de desenvolver a concentração e as habilidades motoras.

 Queimada

Corre pra cá. Abaixa para pegar a bola, corre pra lá. Desvia da bola. Ufa!  Reúna seus filhos e alguns amiguinhos para suarem a camisa junto com você. Além de dar exemplo para os pequenos de como regras e disciplina funcionam na prática, você ainda tem a oportunidade de se exercitar e passar mais tempo com eles.

 Bambolê

Se o objetivo é fazer um exercício relaxante, aposte no bambolê. Ele afina a cintura, alonga a coluna e trabalha toda a região do abdômen. Nas crianças, desenvolve o equilíbrio e a concentração. Para tornar a brincadeira mais legal, faça uma aposta de quem fica mais tempo rodando o bambolê sem deixá-lo cair.

 Amarelinha
Que tal resgatar essa brincadeira antiga? Dá para brincar no quintal e até mesmo dentro de casa ou em ambientes pequenos. Ela pode te ajudar a resgatar o equilíbrio e a mira, além de fortalecer os músculos das pernas e da coluna.

 Fonte: http://zip.net/bmqgTs

Adaptado por Profª Ana Paula Camargo Petroski

Três massagens que toda mãe deve conhecer

Massagem

Quando o bebê começa a chorar e nada resolve, algumas mães recorrem a métodos alternativos para minimizar as dores. Uma maneira  gostosa e eficaz de resolver isso é fazer uma massagem caseira.

“A massagem para as crianças tem um efeito anti-estresse e proporciona conforto e bem-estar para os recém-nascidos. Isso acontece porque ela estimula a liberação de hormônios relacionados a essas sensações”, conta Graziela Lopes del Bem, neonatologista do Hospital e Maternidade São Luiz, filha de Mariluci e José.

Ainda de acordo com a especialista, as massagens podem ser feitas em qualquer criança, recém-nascido ou até nos mais velhos, sem restrição. Só tem um fator que os pais devem ficar de olho: “O principal cuidado é com o refluxo de leite, muito recorrente em crianças que estão em fase de aleitamento. Por isso, eu recomendo que a massagem seja feita nos intervalos entre as mamadas, para que o bebê não engasgue”, diz.

Para ajudar a proporcionar conforto e bem estar para o seu filho, ensinamos algumas massagens que você pode fazer em casa:

Para relaxar –  Para deixar o seu filho muito mais relaxado e calmo, use óleos com aromas relaxantes, como lavanda, erva-doce e camomila, e faça movimentos delicados, sem colocar muita pressão nos dedos, por todo o corpo do bebê. Não tem um tempo mínimo, o principal é a troca de afeto entre você e seu filho, e manter o bebê confortável durante o processo.  Após as massagens, dê um banho na criança para retirar o excesso de produto, e coloque-a para dormir.

Fim da dor – As cólicas podem deixar qualquer mãe apavorada – e com razão!  Esse incômodo tão comum entre os bebês de até três meses são provocados por causa da imaturidade dos sistemas gastrointestinal e nervoso central que, entre outras funções, controla as contrações do intestino. Para minimizar esse desconforto, apoie o bebê com a cabeça para cima em um dos braços. A nuca, as costas e o tronco devem estar apoiados. Com as mãos livres massageie a barriga do bebê com movimentos circulares com um pouco de pressão, até aliviar a dor.

Diga adeus à prisão de ventre – Deite o bebê de cabeça para cima em uma superfície firme e confortável. Levante as pernas e as dobre em direção ao abdômen, levantando-as e comprimindo-as, algumas vezes. Essa pressão auxilia os movimentos do intestino, eliminando os gases e constipação intestinal no bebê.

Fonte: http://zip.net/bnpXlK

Adaptado pela Profª Bárbara Kristensen

Alimentação da lactante deve ser rica em frutas, verduras e grãos…

Alimentação

Depois de nove meses gerando o bebê, pode-se até pensar que o corpo vai ganhar uma folguinha e descansar de tanta agitação. Mas isso não acontece nem de perto. No próximo semestre, a mulher começa a desempenhar a importante tarefa de produzir o alimento que vai deixar os filhotes bochechudos e bem nutridos: o leite materno.

Nessa hora, a alimentação da mãe tem um papel decisivo. Além de não consumir bebida alcoólica e alguns tipos de medicamentos, é preciso se alimentar da maneira mais natural e saudável possível. O consumo de alimentos fonte de ferro, cálcio e proteínas é recomendado, além de uma dieta rica em frutas, verduras, grãos e cereais integrais. Algumas gorduras, como a de sementes, castanhas, azeite e peixes gordurosos, como o salmão, fazem muito bem ao bebê. Fuja das gorduras saturadas que estão nas frituras e manteiga.

O consumo de água ganha ainda mais importância nesse período. “A mulher deve ingerir pelo menos três litros por dia para estimular a produção”, explica. E todo cuidado é pouco: “Se a mãe tem anemia, ou qualquer outra carência, deve receber acompanhamento com médico e nutricionista para corrigir esse distúrbio”.

Existe leite fraco ou insuficiente?

Não. Muitas vezes, a mãe tem essa impressão porque compara o ganho de peso do seu filho que mama exclusivamente no peito com outro bebê que se alimenta de fórmula infantil ou leite artificial. O bebê que mama só no peito pode demorar um pouquinho mais para engordar ou não ser tão gordinho. Só o pediatra pode, através do acompanhamento regular da criança nas consultas de rotina, dizer se ele está engordando o suficiente.

Fonte: http://zip.net/bnpDbL

Adaptado por Profª Ana Paula Camargo Petroski

As oportunidades de trabalho ficam reduzidas após a gravidez?

Gravidez

A administradora de empresas Letícia Ferrino não se espantou quando sua colega de trabalho, grávida, ouviu da gestora a seguinte frase: “Que pena que não dá mais tempo de abortar!” Na época, ela era uma das poucas mulheres que trabalhava numa grande empresa tabagista de Porto Alegre e nem sonhava em ter filhos. “Naquele ambiente, era normal ver a gravidez como algo negativo. Eu pensava que era um desfalque na equipe, uma sacanagem. A sensação era de que a mulher fazia de propósito”, explica.

Anos depois, Letícia mudou de cidade, de emprego e engravidou. Foi tudo de repente. Bem no período de experiência! Por ironia do destino, a atual empresa não se importou com a situação. Pelo contrário. Deu assistência em tudo o que ela precisou. “Souberam respeitar os meus limites. Quando eu não podia mais dirigir, colocaram-me para trabalhar no escritório e nunca me desvalorizaram”, conta. Depois da licença-maternidade, quis pedir demissão para cuidar do filho Davi, hoje com 8 meses. “Meu constrangimento foi embora quando meu chefe disse que entendia, pois sua mulher havia passado pela mesma situação e tomado uma decisão parecida”, diz.

Embora haja compreensão e cuidado em alguns ambientes de trabalho, em outros, a falta de tato com a gestante beira o absurdo. E não é só no Brasil, como revela uma pesquisa feita pelo escritório de advocacia com sede em Londres Slater & Gordon, que anualmente representa centenas de mulheres na Europa que sofrem com discriminação no trabalho. O questionário, respondido por mais de 2 mil delas, revelou que seis em cada 10 afirmam que gravidez significa declínio ou estagnação na carreira. Entre os motivos mais citados estão oportunidades reduzidas (27%), falta de espaço para ocupar posições de gerência (18%) e crença de que a mulher fica ultrapassada depois da licença-maternidade (27%). Para 8% delas, o sentimento é de rebaixamento.

Para Cristiane Vaz Pertusi, coaching e psicóloga especialista em Desenvolvimento Humano, a falta de comunicação entre a empresa e a gestante está na origem de muitos problemas que geram percepções unilaterais e até distorcidas. “A empresa cria expectativas sobre a postura e o desempenho da profissional grávida. Por outro lado, a mulher fica mais reservada por causa do momento especial que está vivendo. Ela começa a ter uma energia física e emocional diferente. Algumas mulheres também sentem certa culpa por engravidar e ficam mais temerosas e recolhidas mesmo dentro do ambiente de trabalho.”

Há outro motivo que torna a situação um pouco mais complexa: a dinâmica atual do mercado de trabalho. As empresas estão operando em sua capacidade máxima, com cada vez menos pessoas, o que faz com que um profissional exerça muitas funções ou desempenhe vários papéis. Por isso, dependendo da função que a mulher tem ali dentro, a empresa não consegue ficar muito tempo sem colocar outra pessoa no lugar, como conta Elaine Saad, vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH): “Quando essa mulher retorna, o substituto já está completamente adaptado e aí o problema é fazer a readaptação dessa mulher”.

 Existe solução?

Sim, apesar de não ser tão simples assim. Mas pode começar com um diálogo maior entre a mulher e a empresa. Elaine recomenda um planejamento da grávida em conjunto com a companhia para encontrar maneiras de minimizar a ausência da funcionária durante a licença-maternidade e, depois, o impacto do retorno. É importante também que a mulher deixe claro seus projetos e suas ambições futuras. Para Cristiane, a empresa pode se valer de programas de atenção ao desempenho da grávida, o que daria mais apoio na comunicação entre gestores e funcionários. “A maternidade traz inseguranças, faz com que a mulher se sinta mais indecisa e sobrecarregada”, diz. “Quanto mais a empresa entender esse momento, dar apoio e incentivo, mais tranquila a mulher fica para continuar sua carreira.”

Letícia concorda e a mudança de seu pensamento trazida pela maternidade trouxe ainda uma reflexão sobre a situação da mulher: “A gente se doa tantos anos, trabalhamos além do horário legal de trabalho e, às vezes, até fim de semana. É justo que a mulher tenha, no momento em que mais precisa, o suporte da empresa para que ela possa se voltar mais à criança. Afinal, criar um filho com tranquilidade é bom para o país, para o mundo e para todas as pessoas”.

Fonte: http://zip.net/bqpwFT

 Adaptado pela Profª Heloisa Moser Bittencourt