Por que meu filho mente?

Nessa fase, as habilidades sociais das crianças estão mais avançadas. Aliado a isso, as relações com os amigos começam a mudar e a despertar interesses diferentes. Surgem as necessidades de sociabilidade, popularidade, autoafirmação. A combinação desses fatores resulta em ações da criança para conseguir o que quer, recorrendo, muitas vezes, à mentira como um dos artifícios.
“Dificilmente a criança age para magoar os pais, geralmente está mais ligada à pressões sociais. E é preciso que haja a autoafirmação da criança, isso também faz parte do desenvolvimento dela. Os pais precisam compreender que isso é importante. Chamar a atenção é fundamental, mas não sem antes compreender a gravidade da mentira, as motivações e o contexto que levou àquela história inventada”, diz Bruno Jardini Mader, psicólogo infantil do Hospital Pequeno Príncipe (PR).

Novamente vale o conselho da conversa, de trazer para o concreto e de lembrar a criança que há outras formas de se socializar sem precisar partir para a falsidade ou invenção. Mas, é claro, nada disso é válido na base do “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”. Se os pais não valorizam ou praticam a sinceridade em casa, a criança passa a entender a mentira como algo natural. Por isso, lembre-se de sempre dar o exemplo.

Adaptado pela Profª Heloisa Bittencourt Eger

Fonte: http://migre.me/tkuw3

Chegou a hora: como saber se é o momento de seu filho ir para escola

Essa decisão não é nada fácil. Saiba aqui como você pode se sentir mais segura e ter certeza de que escolheu o momento certo

No Brasil, a lei só exige que as crianças sejam matriculadas na Educação Infantil com 4 anos de idade. Mas existem muitas creches e escolinhas que aceitam crianças a partir de um ano. Será que vale a pena? A resposta depende das condições de cada família. Se a mãe tem que trabalhar, talvez seja melhor a criança ir mais cedo para a creche do que ficar em casa sozinha com a babá e a televisão.

E não precisa ficar cheia de culpa. Ir para a escola cedo faz bem, segundo o uma pesquisa do governo americano. O National Institute of Child Development descobriu, em 2012, que alunos que frequentaram escolinhas ou creches demonstraram, na adolescência, melhor desempenho escolar e vocabulário mais extenso se comparadas com crianças que ficaram em casa até os cinco anos, quando começa o ensino obrigatório por lá. Mas o estudo também mostrou que os maiores benefícios da escola eram maiores a partir dos 3 anos, quando a criança já tem necessidade de desenvolver o contato social e autonomia para conviver em grupo.

Como é a escola boa?

Até os seis anos, as crianças tem um período de atenção muito curto, por isso precisam mudar de espaço e atividade frequentemente. Poder sair da sala de artes para a de música, depois para o parquinho e de volta para a classe, por exemplo, é importante para mantê-los ocupados e felizes.

Na hora de visitar a escola, verifique se ela possui ambientes onde elas possam correr e brincar livremente, e se elas mudam constantemente de uma sala para outra para fazer atividades diferentes. Veja se isso acontece mesmo em dias de chuva, e se existe um lugar coberto para brincadeiras fora da classe.

Escola ensina, família educa, e os dois precisam andar juntos. O jeito da escola tem que combinar com a família, para evitar desentendimentos que prejudiquem a criança depois. Pergunte à orientadora da escola se existe um projeto pedagógico, com brincadeiras que tem o objetivo de desenvolver um conteúdo específico: a linguagem, a autonomia, a música, a expressão corporal…

Vale perguntar quais os conceitos que ela vai abordar com as crianças e como pretende chegar neles, para ver se você concorda com o estilo. Sinta o “clima” da escola, se as crianças estão felizes, tranquilas, se tem mais risada que choro no ar. A sua intuição de mãe também conta muito na hora da escolha. Se você ficar satisfeita com a escola, a adaptação do seu filho vai ser mais fácil também.

Para ajudar na decisão, responda a essas perguntas:

  1. Sua casa tem quintal ou espaço onde a criança possa brincar com liberdade todos os dias?
  2. Ela tem possibilidade de circular fora da própria casa: pracinha do bairro, clube?
  3. Quem fica com a criança? O que essa pessoa pode oferecer de estímulos e experiências?
  4. Pode brincar com amiguinhos, primos e pessoas fora do núcleo familiar?
  5. Existe um equilíbrio entre suas atividades? Ela tem diversidade de opções?
  6. Ela fica irritada ou entediada com frequência?
  7. Você está preparada para entregar seu filho a uma escolinha? (Às vezes a adaptação é da mãe!)
  8. A escola visitada consegue compensar as respostas das perguntas acima?

Fonte: http://www.paisefilhos.com.br

 Adaptado pela Profª Daiana Reig da Costa

 

 

10 sinais clássicos de que seu filho está mentindo – e você nem desconfiava

Às vezes é só eles mudarem um pouco a expressão e a gente já sabe: vem mentira por aí. Mas, em alguns momentos, os sinais não são assim tão claros de identificar

Pode ser difícil para algumas mães dizer sempre com precisão quando seus filhos estão mentindo ou dizendo a verdade. Às vezes, aparece alguma história para boi dormir no meio daquela conversa séria que você está tendo com seu filho sobre como sua blusa favorita foi parar na casinha do cachorro ou quando você pergunta a ele se ele comeu algum doce antes do jantar.

Enquanto a gente segue desejando que fossemos capaz de saber quando as crianças estão mentindo ou não, como se fossemos um detector de mentiras ambulantes, existem nalguns gestos e expressões corporais que podem denunciá-las quando estão contando uma mentira. São sinais que, quando combinados, demonstram nervosismo e insegurança. Se você ver que seu filho está demonstrando dois ou mais desses sinais, está na hora de ir um pouco mais fundo na história que ele está contando.

1) Contato visual for a do comum

As crianças pequenas evitam fazer contato visual quando estão mentindo. Conforme elas vão crescendo, ganhando confiança e a mentira fica mais sofisticada, elas voltam a manter o contato visual, mas de uma forma diferente do que elas estão acostumadas a fazer: ou olham muito fixamente para você, ou desviam o olhar sempre que você as encara. Tanto um sinal quanto o outro pode indicar que seu filho está mentindo.

2) Repetição

Outro sinal comum de que a criança está mentindo é repetir parte das perguntas que você fez como parte da resposta que ela está tentando inventar. Esse é normalmente um jeito de ganhar tempo para pensar em uma história. Por exemplo, se você pergunta para seu filho o que ele estava fazendo fora de casa depois de voltar da escola, ele vai responder: “O que eu estava fazendo fora de casa? Bom, eu estava…”.

3) Tocar o rosto

Tocar partes do rosto, ou mexer nas orelhas, nariz ou cabelos, podem ser sinais de que seu filho não está dizendo a verdade. Esconder os lábios também pode ser um forte indício de que uma mentira vem aí.

4) Inconsistências

Preste bem atenção se a história do seu filho não começa na casa da avó e termina no apartamento da tia. Inconsistências são um dos sinais mais fortes de que seu filho não está te dizendo a verdade.

5) Reações defensivas

Uma criança que mente muitas vezes vai reagir de forma desproporcional a qualquer acusação sua, dizendo que você não confia nela ou até começando a chorar antes mesmo da bronca. Preste atenção na história que vem depois: provavelmente será uma mentira.

6) Gestos incomuns

Mãos na cintura, braços levantados, pernas que não param… Se nada disso faz parte do comportamento usual do seu filho, fique atenta: os gestos incomuns e as posições do corpo podem indicar que ele está inventando uma história.

7) Mudanças no piscar dos olhos

Piscar sem parar ou simplesmente ficar com os olhos esbugalhados, sem piscar, são dois sinais clássicos de que uma mentira está em jogo. Quando a criança pisca muito, ela está tentando se livrar rapidamente da mentira. Quando ela simplesmente não pisca, seu índice de estresse está elevadíssimo.

8) Mexe pra lá, mexe pra cá

Você percebeu que seu filho não para quieto enquanto está te contando porque não fez a lição de casa? Essa é outra pista de que ele está se sentindo desconfortável porque não está dizendo a verdade (ou, simplesmente, ele quer muito fazer xixi).

9) Enrolando

A não ser que seu filho seja extremamente comunicativo, se ele está muito agitado e contando muitos detalhes sobre um fato pode ser que a criança esteja tentando deixar a história mais verossímil por meio da enrolação.

10) Mudar o tom ou velocidade da fala

Pausas longas, hesitação ou falar com um tom de voz mais baixo são algumas das pistas que, somadas a outras dessas que listamos, indicam que a criança não está dizendo a verdade.

Fonte: http://www.paisefilhos.com.br

 Adaptado pela Profª Daiana Reig da Costa

 

Como acabar com a birra em 4 passos

Especialistas norte-americanos dão quatro ideias simples para transformar essa situação em um momento de aprendizado

Quando nossos filhos resolvem fazer birra, começam a espernear, se jogam no chão ou emburram, a vontade da maioria de nós é sair correndo. Ou mesmo cair no choro. Mas existem algumas ideias que podem acalmar as crianças e evitar que a gente perca o controle da situação. “Birras são terríveis, irritantes, mas são uma realidade da infância”, diz Ray Lewy, psicóloga clínica e autora do livro Try and Make Me! Simple Strategies That Turn Off the Tantrums and Create Cooperation (Experimente e me obrigue! Estratégias simples que acabam com as birras e criam cooperação, em tradução livre). Claro, a criança tem que ser educada para saber que birra não é a solução dos problemas, mas até lá algumas estratégias ajudam e muito.

  1. Dê um pouco de espaço para seu filho

Algumas vezes a criança só precisa extravasar sua raiva ou frustração. Deixe que ela faça isso. Leve-a para um lugar reservado para que ela tenha um pouco de privacidade. Sabe aquele momento em que se precisa de uns dois minutos para voltar a si? A criança às vezes também precisa disso e lida com sua raiva fazendo birra. “Essa estratégia ajuda a criança a se expressar de uma forma não destrutiva e começar a ter ideia do que é autocontrole”, diz Linda Pearson, enfermeira e autora de The Discipline Miracle (O milagre da disciplina, em tradução livre). Só se lembre de verificar se não há nenhum objeto que possa machucar a criança por perto.

  1. Crie um momento de distração

Enquanto a criança está tendo aquele acesso de birra, pense em alguma distração que tire o foco daquele momento. Pode ser um brinquedo que esteja na sua bolsa, um livro com atividades, um programa de televisão ou a sugestão de um novo passeio. O melhor é que essa estratégia pode ser usada até mesmo para evitar uma futura birra. Se você disse “não” para o brinquedo da moda que voa, fala três idiomas e ainda ensina tabuada enquanto vocês estão no supermercado, peça a ela que ajude a escolher o sabor do sorvete para depois do almoço. “As crianças se concentram em um só assunto por pouco tempo, por isso normalmente são fáceis de distrair. Isso ajuda a tirar a atenção da birra”, explica Ray Lewy.

  1. Converse com seu filho

Tente ouvir o que está frustrando seu filho, ele pode ter muito a dizer. As crianças menores têm um vocabulário limitado para expressar seus sentimentos e podem usar a birra para dizer o que as palavras ainda não podem traduzir. Use um tom de voz calmo, mas que passe confiança. Seu filho vai perceber que a birra não está lhe atingindo e isso vai também ajudar você a manter a cabeça no lugar. Se sua voz estiver alterada, o efeito vai ser o inverso: todo mundo vai ficar mais nervoso. Gritar, nem pensar. Muitos pais ficam com medo do que as outras pessoas vão pensar quando seus filhos fazem birra, mas como nós agimos diante da birra é o que importa. “Nós sabemos por meio de estudos que as pessoas julgam nossas reações. Se você agir com calma, todos vão ver que você é uma boa mãe ou bom pai”, diz Ray Lewy.

  1. Abraço, comida e uma soneca

Abraçar vai ser a última coisa que você vai querer fazer no momento da birra, em que você também está irritada. Mas esse gesto pode ajudar muito a criança a se acalmar. “Tem que ser um abraço firme, grande, e o melhor é que os pais não digam nada enquanto abraçam o filho”, explica Ray Lewy. Depois, ofereça alguma coisa para a criança comer, um lanche gostoso e saudável ou um suco que ela goste. Algumas vezes, ela está chorando por um brinquedo, mas na verdade sente fome. Ou sono. Uma boa ideia é também levar a criança para o quarto e colocá-la para tirar uma soneca. Ela vai acordar mais calma e disposta. “Estar cansado e com fome são os dois maiores gatilhos para birra”, diz Lewy. &

Fonte: http://www.paisefilhos.com.br

 Adaptado pela Profª Daiana Reig da Costa

 

 

5 frases que não devemos dizer aos filhos

As crianças precisam de orientação e disciplina,

mas é preciso cuidado com algumas expressões

O que a gente fala para os filhos fica na cabeça deles. Isso não quer dizer que eles vão levar tudo ao pé da letra. Calma! Mas, às vezes, quando eles aprontam, é normal que a gente perca a paciência e até exagere um pouco na maneira como falamos com eles. Mesmo assim, têm coisas que a gente não fala nunca.

Seu irmão é mais inteligente

As pessoas são únicas e possuem características distintas. Tentar fazer comparações só fará com que as crianças tenha a auto-estima abalada. Ao invés de relacionar um com o outro, o ideal é focar no que precisa melhorar, exemplo “Você precisa estudar mais essa matéria para passar de ano”.

Que ideia mais besta!

Uma criança não tem o mesmo conhecimento que um adulto sobre o mundo. Essa frase pode fazer com que ela se sinta inibidas toda vez que expressa um pensamento. Afinal, se nem os pais lhe dão crédito por suas ideias, quem dará? Nesse caso, o melhor é entender a linha de raciocínio da criança e propor uma nova forma de pensar junto com ela.

O pai dizer para não dar atenção ao que a mãe diz (e vice-versa)

Os pais são a principal referência de mundo para um filho.  Esse tipo de afirmação pode gerar insegurança e confusão na cabeça dela.

Se você não estudar, será um fracassado

De acordo com Betty, esse tipo de profecia pode fazer com que a criança acredite que poderá ser um fracasso na vida. O mais indicado é que os pais mostrem para ela os benefícios que os estudos podem trazer para ela.

Você me mata de desgosto

Esse tipo de linguagem faz com que a criança se sinta diminuída e não deixa claro o motivo da bronca. O melhor é dizer: “Nós estamos bravos por você ter quebrado o vaso”.

Consultoria: Anna Mahoudar, mãe de João e Fernando, membro do Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae; Betty Monteiro, mãe de Gabriela, Samuel Tarsila e Francisco,psicóloga, pedagoga e escritora

Fonte: http://www.paisefilhos.com.br

 Adaptado pela Profª Daiana Reig da Costa