Avós também precisam de limites

avosPara a nossa colunista Beth Monteiro, quando os avós não interferem demais na educação, são um excelente contrapeso para os pais

O papel das avós é muito importante em todas as famílias, mas tem que ser na medida certa, bem calibrado. Afinal, cada macaco no seu galho: as avós não devem tomar o lugar dos pais. Sei que muitos pais abusam… Ah, se sei! Delegam totalmente aos avós os cuidados com a criança. É importante dar limites a esses pais. Sei também de avós que tiram totalmente a autoridade dos pais e querem criar os seus netos como criaram os seus filhos.

Alto lá! Se há confusões de papéis, é bom começar tudo de novo. Mãe é mãe e avó é avó! Essa criança que nasceu é “filha da mãe” (e do pai).

As crianças precisam de famílias. As pessoas precisam das famílias. Os avós, quando não interferem demais na educação, são um excelente contrapeso para os pais, dando o equilíbrio necessário à vida afetiva e emocional da criança. Mas, ao cuidar dos netos, é útil seguir algumas dicas:

  • Faça somente o que lhe é requisitado.
  • Controle-se: conselhos demasiados só atrapalham.
  • Você não é a dona da verdade, mesmo que quase sempre tenha razão.
  • Lembre que seu filho (ou sua filha) não é mais criança.
  • Não tire a criança do colo dos pais.
  • Faça dos encontros com o seu neto os momentos mais felizes de suas vidas.
  • Procure ter um tempinho a sós com cada um de seus netos.
  • Não demonstre preferência por nenhum.
  • Nunca desautorize os pais na frente do seu neto.
  • Nunca desfaça a imagem que o seu neto tem dos pais. Isso chama-se “alienação parental” e é extremamente nociva ao desenvolvimento infantil.
  • Tome conta da criança quando puder, mas saiba dizer não quando estiver cansada.
  • Promova reuniões familiares em sua casa, porém não exija que todos compareçam. Os pais também precisam ter tempo e passear com os seus filhotes nos finais de semana. Vejo muitos casais com filhos se enfiarem por obrigação na casa dos avós. Essa rotina pode virar um tédio.
  • Tenha sempre um docinho, algo especial para oferecer à criança quando ela for a sua casa.
  • Não visite o seu neto sem avisar e nem se demore muito nas visitas.
  • Não fique exigindo visitas. É sempre bom repetir!
  • Só dê a sua opinião quando for solicitada. E, quando opinar, evite julgar!

Pronto! Ser avó é muito bom, mas é preciso seguir essas regrinhas básicas. A mais importante, que resume o sentido geral das outras: tenha em mente sempre que a criança é seu neto, não seu filho!

Dê limites a você mesma e aos pais de seu neto. SEM CULPA! “Para o bem de todos e a felicidade geral da nação.” Um sorriso largo e sincero.

Fonte: http://www.paisefilhos.com.br

 Adaptado pela Profª Daiana Reig da Costa

 

 

Como lidar com a segurança das crianças na internet?

Precisamos estar bem informados para orientar nossos filhos

Que atire a primeira pedra quem nunca se sentiu visto como jurássico pelos filhos. Isso é comum porque eles já nasceram em um mundo em que a tecnologia é superacessível. Além disso, elas estão entrando na internet cada vez mais cedo.

Essas atitudes não devem ser vistas como um problema. O digital facilita, sim, a nossa vida e não precisamos privar os nossos filhos desses benefícios. O que devemos fazer é orientar para que eles usem os meios com responsabilidade e durante um tempo adequado. As crianças e os adolescentes não conseguem chegar ao equilíbrio sozinhos. Nada de exagerar.

“Nós pais precisamos dar o sinal de que é a hora de parar”, alerta Alessandra Borelli, advogada atuante em direito digital da Nethics, empresa voltada a educação de crianças, juvenis e adolescentes sobre o uso ético e seguro da Internet. Isso significa que cabe aos adultos administrar o tempo da garotada.

Outro recurso importante para que se tenha um uso saudável da tecnologia é combinar com as crianças o que é permitido e o que não é. Elas precisam saber que não podem dar detalhes da rotina nas redes sociais, publicar fotos de outras pessoas sem autorização, usar o celular durante a aula e compartilhar a senha com ninguém além de pai e mãe, por exemplo.

Também é essencial conversar com as crianças sobre os perigos da internet. Sem assustar, mas orientando para não enviarem fotos, nem conversarem com desconhecidos. Para conseguir fazer tudo isso também precisamos estar por dentro das novidades e do funcionamento dos aplicativos e ferramentas tecnológicas. “Só com informação podemos ajudar nossos filhos. Não podemos cansar nunca de conversar e orientar”, recomenda advogada atuante em direito digital da Nethics.

É preciso ficar por dentro de tudo o que os nossos filhos fazem na rede e com quem eles estão conversando. Com as crianças menores dá para pegar o celular e fazer a vistoria. Já com os mais velhos, principalmente com os que estão chegando na adolescência e exigindo cada vez mais privacidade, fica um pouco mais complicado. É por isso que estabelecer uma relação de confiança é imprescindível. Nos diálogos até informais é mais fácil descobrir no que eles estão clicando.

Fonte: http://www.paisefilhos.com.br

 Adaptado pela Profª Daiana Reig da Costa

 

7 dicas de segurança na internet

Está pensando em presentear seu filho com um smartphone ou um tablet? Fique de olho para garantir uma navegação mais segura

Mesmo para a turma que já nasceu praticamente com smartphones nas mãos, a internet traz ameaças que às vezes são difíceis de identificar. O lado bom da história é que existem soluções de segurança fáceis de usar e ao alcance de todo os pais. São medidas simples que, quando incorporadas ao dia a dia digital da família, garantem uma navegação online mais segura. Confira as 7 dicas de segurança para os pais ficarem mais tranquilos ao emprestar ou dar um celular ou tablet aos filhos:

  1. Limite o acesso a apenas aplicativos e jogos aprovados

Quer compartilhar seu tablet sem compartilhar todas as suas coisas? Em tablets rodando Android 4.3 ou superior, você pode criar perfis restritos que limitam o acesso dos seus filhos a funcionalidades e conteúdos no seu tablet – o recurso é ideal para evitar que crianças acessem conteúdo adulto.

  1.  Filtre conteúdos na Google Play

É possível estabelecer filtros de maturidade por usuário para o download dos conteúdos disponíveis na loja virtual. Dessa maneira, uma criança não conseguiria baixar e instalar aplicativos destinados a adultos.

  1. Não instale apps de fontes desconhecidas
    Instale apenas os aplicativos disponíveis na loja oficial, seja Google Play, seja App Store.
  2. Ative a busca segura
    Com o SafeSearch do Android ativado, é possível impedir que conteúdo adulto apareça nos resultados da busca. O SafeSearch ajuda a evitar grande parte desse tipo de conteúdo, de maneira simples e rápida. Basta acessar a página de Configurações de Pesquisa e definir o nível de filtragem desejado.
  3. Controle os vídeos no YouTube
    Para que vídeos com conteúdo adulto sejam bloqueados para as crianças nos aparelhos da família, basta ativar o Youtube Safety Mode, uma operação que pode ser feita em apenas um passo. Basta ir na opção de Configurações e selecionar o nível de segurança desejado. Assim que isso for feito, a busca segura do YouTube será ativada automaticamente.
  4. Proteja seus dados pessoais
    É importante ensinar crianças a não compartilharem informações pessoais online, como nome, endereço e fotos. Também é fundamental alertar aos pequenos sobre a importância de não compartilhar senhas com ninguém, ainda que sejam os melhores amigos. Para evitar abordagens de adultos mal-intencionados na internet, os pais devem instruir as crianças a não conversarem com estranhos, da mesma forma que na vida real.
  5. Ative o bloqueio automático de tela
    Escolha um PIN, uma senha ou um padrão de desenho e ative o bloqueio de tela automático. Isso dificulta o acesso a dados salvos no aparelho e garante que ele esteja sempre bloqueado quando não estiver sendo utilizado.

Tablet com função restringida para crianças

Os equipamentos da Samsung, como o Galaxy Tab S, trazem o recurso Modo Infantil. Ao ser acionado, ele transforma o aparelho em um “brinquedo educacional”. Com interface própria, ferramentas educacionais, jogos infantis e e-books animados.

Para garantir a segurança, o Modo Infantil permite a seleção dos aplicativos aos quais as crianças terão acesso, além de trazer a função Gerenciador de Horário, no qual os pais podem selecionar o tempo específico para o uso do aparelho.

Fonte: http://www.paisefilhos.com.br

 Adaptado pela Profª Daiana Reig da Costa

 

 

Como ensinar as crianças a lidarem com a raiva

Quando os filhos se descontrolam, a gente precisa se segurar para não pirar junto. Acredite, é possível transformar essa tempestade em calmaria

Quando vocês chegaram no parquinho estava tudo bem. Ele estava brincando com um sorriso de orelha a orelha. Mas foi só dizer: “vamos embora” que o semblante feliz foi substituído por uma cara amarrada e testa franzida. Os pulos e a corrida pela grama deram lugar aos chutes no ar e braços cruzados. Crianças sentem raiva e não têm vergonha assumir. Quem fica sem jeito é a gente. E ai, como acalmamos essas ferinhas?

Primeiramente é preciso entender que a raiva é uma reação fisiológica normal que nos acompanha ao longo da vida e provém das frustrações que sentimos. Bebês manifestam raiva, por exemplo, quando estão com fome, cansados ou precisando de colo. A medida que vão se desenvolvendo, os motivos que provocam raiva e a forma como essa sensação é expressada também mudam. E ao invés de simplesmente chorarem, passam a bater o pé, discutirem, fazerem manha e até mesmo adotarem atitudes agressivas.

Talvez essa informação incomode um pouco, mas tentar reprimir a raiva das crianças não é uma atitude educativa. Calma. Isso não quer dizer fechar os olhos quando os filhos estiverem tento um ataque de fúria no meio do supermercado e ameaçando derrubar a prateleira de bolachas. Uma atitude construtiva é incentivar que eles expressem os motivos de sua insatisfação.

O que os pais podem fazer é explicar aos filhos que esse sentimento que está se manifestando é a raiva, que é normal e que o melhor a fazer com essa sensação é expressá-la, mas sem fazer birra ou magoar outras pessoas”, explica a psicóloga e psicopedagoga Andreia Calçada, mãe de João Pedro.

A melhor forma de fazer isso é incentivar seu filho a falar sobre o que ele está sentindo. Em seu livro “O segredo das Crianças Felizes, o terapeuta familiar Steve Biddulph, explica que os pais podem ajudar as crianças a ligarem seus sentimentos com os motivos. “Crianças pequenas sempre vão precisar de auxílio para lembrarem o que deu errado. Para isso pergunte, por exemplo, se ela está brava porque precisa ir embora do parquinho. Dessa forma, eles vão assimilar que precisam dizer o que está errado e por quê, em vez de irem direto para as ações impulsivas”.

Além disso, também é importante demonstrar empatia pela situação, dizendo que você entende o que está se passando dentro da cabeça e do coração dele. No entanto, isso não quer dizer que você deve ceder às vontades da criança ou mentir para ela dizendo que a situação será diferente. Em outras palavras, se vocês passaram o dia inteiro no parque e seu filho está com raiva porque já anoiteceu e está na hora de ir embora, você pode dizer que entende que ele esteja bravo com você, mas já é tarde e vocês precisam voltar para a casa, pois ele precisa comer, tomar banho, dormir.

Final feliz

No meio de turbilhão de emoções, pode parecer difícil tirar um resultado positivo quando o filho fica bravo, mas é possível. Vamos supor que seu filho esteja com raiva porque não foi bem em um prova ou esqueceu um brinquedo na escola. Se isso acontecer, você pode analisar junto com ele quais foram as dificuldades, ressaltar suas qualidades e incentivá-lo a estudar mais.

Caso uma conversa não resolva, dependendo da situação, fazer uma atividade que distraia a criança também é uma opção. A psicóloga e psicopedagoga sugere que, se a birra acontecer em casa, os pais podem propor uma distração para descarregar a raiva, como picar papeis juntos. Em alguns casos, pode até acontecer de a criança esquecer a raiva e se divertir com a brincadeira.

A psicóloga do Instituto de Análise do Comportamento em Estudos e Psicologia Camila Erdei Daguer, Camila Erdei Daguer, filha de Márcia e Antonio, recomenda também algumas técnicas de relaxamento para acalmar a criança. “Uma atividade que eu realizo muito no meu consultório é trocar as cadeiras de lugar, e pedir à criança que se sente em uma e eu na outra. Coloco uma de costas para a outra e pergunto, por exemplo, qual é a cor da almofada ou o peço que descreva qual roupa estou usando. Dessa forma a criança consegue prestar atenção no que está ao seu redor e se acalmar”, afirma.

Movimentos que ajudam a criança a prestar atenção no próprio corpo também são úteis, como abrir e fechar as mãos, rodar o pescoço para o lado direito e esquerdo, inspirar e soltar o ar.

Adultos também têm raiva

Que bom seria se a gente conseguisse manter a calma quando nossos filhos estão descontrolados. Mas têm dias que não dá. A recomendação da psicóloga Andreia é tentar manter a calma, pelo menos para explicar ao seu filho que você também não está bem e se afastar dele por um tempo. Você pode dizer: “Eu não estou bem, eu também estou com raiva e não quero conversar com você para a gente não brigar”.

“É importante que os pais evitem se descontrolar na frente dos filhos, pois eles são exemplos de conduta para as crianças. Sendo assim se o filho vê que o pai não sabe lidar com a raiva ele pode imitar o seu comportamento”, conta Andreia.

Todos precisam de um pouquinho de raiva

Excesso de nervosismo não faz bem para ninguém, mas aceitar tudo calado, também não é o caminho. Segundo a psicóloga do Instituto de Análise do Comportamento em Estudos e Psicologia, se a criança é permissiva demais não desenvolve habilidades de enfrentamento, que são importantes para o seu desenvolvimento e convivência em sociedade.

Andreia completa dizendo que pessoas que não expressam seus sentimentos podem adoecer e ficarem deprimidas. Sendo assim, a lição que tiramos de tudo isso é que é necessário equilibrar o desequilíbrio e vice-versa.

Fonte: http://www.paisefilhos.com.br

 Adaptado pela Profª Daiana Reig da Costa

 

10 sinais clássicos de que seu filho está mentindo – e você nem desconfiava

Às vezes é só eles mudarem um pouco a expressão e a gente já sabe: vem mentira por aí. Mas, em alguns momentos, os sinais não são assim tão claros de identificar

Pode ser difícil para algumas mães dizer sempre com precisão quando seus filhos estão mentindo ou dizendo a verdade. Às vezes, aparece alguma história para boi dormir no meio daquela conversa séria que você está tendo com seu filho sobre como sua blusa favorita foi parar na casinha do cachorro ou quando você pergunta a ele se ele comeu algum doce antes do jantar.

Enquanto a gente segue desejando que fossemos capaz de saber quando as crianças estão mentindo ou não, como se fossemos um detector de mentiras ambulantes, existem nalguns gestos e expressões corporais que podem denunciá-las quando estão contando uma mentira. São sinais que, quando combinados, demonstram nervosismo e insegurança. Se você ver que seu filho está demonstrando dois ou mais desses sinais, está na hora de ir um pouco mais fundo na história que ele está contando.

1) Contato visual for a do comum

As crianças pequenas evitam fazer contato visual quando estão mentindo. Conforme elas vão crescendo, ganhando confiança e a mentira fica mais sofisticada, elas voltam a manter o contato visual, mas de uma forma diferente do que elas estão acostumadas a fazer: ou olham muito fixamente para você, ou desviam o olhar sempre que você as encara. Tanto um sinal quanto o outro pode indicar que seu filho está mentindo.

2) Repetição

Outro sinal comum de que a criança está mentindo é repetir parte das perguntas que você fez como parte da resposta que ela está tentando inventar. Esse é normalmente um jeito de ganhar tempo para pensar em uma história. Por exemplo, se você pergunta para seu filho o que ele estava fazendo fora de casa depois de voltar da escola, ele vai responder: “O que eu estava fazendo fora de casa? Bom, eu estava…”.

3) Tocar o rosto

Tocar partes do rosto, ou mexer nas orelhas, nariz ou cabelos, podem ser sinais de que seu filho não está dizendo a verdade. Esconder os lábios também pode ser um forte indício de que uma mentira vem aí.

4) Inconsistências

Preste bem atenção se a história do seu filho não começa na casa da avó e termina no apartamento da tia. Inconsistências são um dos sinais mais fortes de que seu filho não está te dizendo a verdade.

5) Reações defensivas

Uma criança que mente muitas vezes vai reagir de forma desproporcional a qualquer acusação sua, dizendo que você não confia nela ou até começando a chorar antes mesmo da bronca. Preste atenção na história que vem depois: provavelmente será uma mentira.

6) Gestos incomuns

Mãos na cintura, braços levantados, pernas que não param… Se nada disso faz parte do comportamento usual do seu filho, fique atenta: os gestos incomuns e as posições do corpo podem indicar que ele está inventando uma história.

7) Mudanças no piscar dos olhos

Piscar sem parar ou simplesmente ficar com os olhos esbugalhados, sem piscar, são dois sinais clássicos de que uma mentira está em jogo. Quando a criança pisca muito, ela está tentando se livrar rapidamente da mentira. Quando ela simplesmente não pisca, seu índice de estresse está elevadíssimo.

8) Mexe pra lá, mexe pra cá

Você percebeu que seu filho não para quieto enquanto está te contando porque não fez a lição de casa? Essa é outra pista de que ele está se sentindo desconfortável porque não está dizendo a verdade (ou, simplesmente, ele quer muito fazer xixi).

9) Enrolando

A não ser que seu filho seja extremamente comunicativo, se ele está muito agitado e contando muitos detalhes sobre um fato pode ser que a criança esteja tentando deixar a história mais verossímil por meio da enrolação.

10) Mudar o tom ou velocidade da fala

Pausas longas, hesitação ou falar com um tom de voz mais baixo são algumas das pistas que, somadas a outras dessas que listamos, indicam que a criança não está dizendo a verdade.

Fonte: http://www.paisefilhos.com.br

 Adaptado pela Profª Daiana Reig da Costa