Nascimento dos dentes do bebê causa febre?

“Meu filho não para de chorar e está com febre. Ah, deve ser algum dente nascendo.” Se você nunca disse isso, provavelmente já ouviu frases parecidas de alguma outra mãe. Essa ideia, no entanto, pode não ser verdadeira e ainda mascarar outras infecções que precisam ser investigadas mais a fundo. É essa a conclusão de uma nova análise, publicada na revista médica Pediatrics. “Se uma criança está com febre alta, sente um grande desconforto ou não quer comer, nem beber nada por dias, isso deve levantar o sinal vermelho de preocupação”, diz Paul Casamassimo, diretor do Centro de Políticas, Saúde e Pesquisa em Pediatria Oral e Odontológica da Academia Americana de Pediatria.

“A irrupção dos dentes pode causar desconforto e irritação, mas não febre alta, com temperatura maior que 38ºC”, diz Marcelo Bönecker, professor titular de Odontopediatria da Universidade de São Paulo (USP). Para o especialista, a sensação das crianças é parecida com o que sentem os adultos quando nasce o dente do siso. “É um incômodo”, resume.

Tudo na conta do dente

Mas, então, de onde vem a ideia de que a febre está relacionada ao nascimento dos dentes? Para Bönecker, trata-se de uma série de coincidências. “O início da dentição geralmente acontece quando a criança tem mais ou menos 6 ou 7 meses. É a mesma fase em que elas começam a pegar objetos com as mãos e colocar na boca, o que pode levar a infecções e, aí sim, à febre”, exemplifica.

Esse período, muitas vezes, também coincide com o fim da licença-maternidade da mãe, quando a criança pode ir para o berçário. “A época da erupção dentária é justamente quando o bebê começa a ter contato com outras crianças em casa ou na creche e, assim, fica suscetível a contrair mais doenças virais, que têm como principal sintoma a febre. Quando não se encontra nenhum foco infeccioso, procura-se algo de diferente na criança e encontra o dente nascendo”, lembra o pediatra Tadeu Fernando Fernandes, presidente do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial, da Sociedade Brasileira de Pediatria.

O que fazer para eliminar o incômodo?

Quando os dentes nascem, a sensação traz desconforto mesmo. Para aliviar, os mordedores são ótimas opções, já  que ajudam a criança a coçar a gengiva. Alguns modelos podem ser colocados na geladeira. A baixa temperatura ajuda a amenizar a dor. Embora a concentração de anestésicos em pomadas tópicas, vendidas em farmácias, seja baixa, a Sociedade Brasileira de Pediatria não recomenda o uso. “Anestésicos tópicos com lidocaína e outros tipos podem causar efeitos adversos. Funcionam por alguns minutos para uma irritação que dura de três a cinco dias. São produtos químicos que podem ter absorção para o sangue e causar efeitos adversos”, ressalta Fernandes.

O que NÃO fazer :

“Os pais não devem deixar de escovar o dente da criança”, destaca Bönecker. Por conta do incômodo e da irritação do bebê, existe uma tendência para que os adultos “pulem” a escovação, evitando o choro. A falta de limpeza pode levar a infecções e problemas ainda maiores. “Você estará encobrindo um problema e descobrindo outro”, lembra.

 

Adaptado pela Profª Heloisa Bittencourt Eger

Fonte: http://migre.me/tqAIt

 

 

 

 

 

Mitos e verdades sobre a linguagem corporal dos bebês

Acompanhar o desenvolvimento de uma criança pode ser um dos exercícios mais prazerosos do mundo, especialmente para mães e pais de primeira viagem. Abrir os olhos, piscar, bocejar, segurar, apertar e soltar objetos, balbuciar sílabas e palavras inexistentes – toda novidade passa a ser um espetáculo digno de admiração (e comemoração) nesse processo. Porém, quando tentam interpretar movimentos simples como esses, algumas pessoas enxergam além do que deveriam.

Sorrir

Depois de uma tarde cansativa, você chega perto do berço do seu filho, chama-o pelo nome e ele, adormecido, ameaça abrir um sorriso. Pronto, seu dia ficou instantaneamente mais feliz! Não queremos jogar um balde de água fria (com certeza seu bebê já tem uma ligação sentimental forte com você), mas isso pode não ser uma demonstração de amor. Antes de qualquer coisa, é uma demonstração de bem estar. Até o primeiro mês de vida, os sorrisos aparecem quando o bebê está dormindo como reflexo a qualquer tipo de sensação agradável. Ou seja, ele pode sorrir em qualquer momento que estiver bem alimentado, bem cuidado e em um ambiente quente e aconchegante.

Chorar

Quando o bebê ainda não consegue emitir sons significativos, o choro é a única forma de comunicação, além do olhar, que ele consegue estabelecer com você. E, quando chora, não quer necessariamente demonstrar que está descontente com alguma atitude sua; na maioria das vezes, quer apenas reivindicar alguma coisa. Ele pode estar com os mais diversos tipos de desconforto, como dor, fome, sede ou necessidade de colo, que devem ser analisados até serem descobertos.

Gritar / Balbuciar

Por volta dos 3 meses, o bebê começa a emitir sons parecidos com gritos. Depois de mais algum tempo, começa a balbuciar sílabas. Mas não precisa quebrar a cabeça em nenhum desses casos. Quando ele “grita”, não quer dizer que está irritado, e, quando balbucia, não quer dizer que está tentando alertar sobre alguma coisa (até porque, nessa idade, ainda não consegue estabelecer relações entre os sons e as palavras). A situação é simples: provavelmente ele está apenas treinando as cordas vocais, emitindo sons enquanto reconhece a própria voz.

Jogar objetos

Você prepara a papinha com todo o cuidado e carinho e coloca seu filho no cadeirão para alimentá-lo. Só que, depois da primeira colherada, ele empurra o pratinho e o derruba no chão. Naquele momento, você pensa: minha comida deve estar horrível! Engano seu. Os bebês são extremamente curiosos em relação ao mundo. Quando derrubam um objeto, querem apenas ver o que vai acontecer quando cair no chão. É uma fase de descobertas constantes, eles não nascem sabendo relações de causa e consequência. Seu filho repetirá movimentos como esse algumas vezes, e você, aos poucos, deve ensiná-lo o que pode e o que não pode fazer.

Bater

Aqui a lógica é parecida com a exemplificada acima. Com poucos meses de vida, o bebê começa a descobrir o funcionamento das coisas de acordo com suas próprias experiências. Ele pode pegar um brinquedo, como um chocalho, e começar a batê-lo contra você, por exemplo, para ver a reação que aquilo irá causar. Essas batidas, porém, não têm nenhuma conotação de agressão. De novo, cabe a você ensiná-lo o certo e o errado com o passar do tempo.

Se recusar a ficar parado

Bebês são pequenos e frágeis, mas têm uma enorme quantidade de energia acumulada. Quando você for trocar a fralda ou a roupa dele, pode ser que não fique parado um instante sequer, mexendo os braços e as pernas, por exemplo. E isso não quer dizer que ele está incomodado com aquela situação. Apenas está ativo para liberar energia, treinar os movimentos e buscar posições novas para o corpo.

“Vale frisar que, de tudo isso, o mais importante é a comunicação geral que o bebê estabelece com os pais. Basicamente, quando ele costuma fazer contato visual com o pai e a mãe e mantém uma expressão tranquila na maior parte do tempo, quer dizer que o ambiente em que está inserido está saudável. Significa que os pais não precisam se preocupar, pois estão no caminho certo”, explica o pediatra Danesi.

Fonte: http://zip.net/bbrK4P

Adaptado pela Profª Bárbara Kristensen

Quando meu bebê vai começar a se sentar sozinho?

Os bebês normalmente começam a se sentar entre 4 e 7 meses, primeiro com apoio e depois sozinhos, geralmente por volta dos 8 ou 9 meses. Mas, antes, eles devem dominar as quatro habilidades motoras básicas:

  • Bom controle da cabeça e do pescoço.
  • Músculos fortes no tronco, capazes de apoiar o peso do seu corpo.
  • Músculos flexíveis nas pernas e no quadril.
  • A capacidade de sustentar peso nos braços.

Quando seu bebê conseguir realizar esses movimentos, estará pronto para se sentar à mesa com todo mundo!

Enquanto isso veja como você pode ajudá-lo:

Ofereça-lhe apoio. Apoie seu bebê sentado em posição ereta com travesseiros ao lado e nas costas. Ele poderá se apoiar com as mãos no chão à sua frente, como um tripé. Você também pode se sentar no chão e colocar seu bebê sentado entre suas pernas esticadas, usando seu corpo para apoiá-lo. Dessa forma, você poderá sentir se seu bebê está pronto para se sentar sem apoio pela forma como ele segura o próprio corpo.

Incentive seu bebê a se manter nessa posição dando-lhe brinquedos e outros objetos fascinantes para ocupar sua atenção. Segure-os ao nível dos olhos dele, para que ele queira ficar sentado para vê-los e pegá-los. Um espelho pode ser uma grande diversão, assim como sentar em frente ao seu bebê e fazer caretas engraçadas, cantar músicas e brincar de mímica.

À medida que seu bebê cresce e ganha mais controle físico, conseguirá dominar rapidamente a arte de se sentar sozinho, geralmente por volta dos 6 ou 7 meses. Ele deve conseguir se virar, se inclinar para frente e virar de um lado para o outro: movimentos que vão fazer seu bebê dançar em pouco tempo. Você pode ajudá-lo a continuar praticando o giro e a inclinação (além de alongar os músculos) colocando um de seus brinquedos favoritos um pouco longe.

Agora, divirta-se ao observar seu bebê explorando sua nova perspectiva do mundo!

Fonte: http://zip.net/bcpbKh

Adaptado por Profª Ana Paula Petroski

Por que os bebês gostam de jogar tudo no chão?

Um bebê de poucas semanas gosta tanto de jogar as coisas no chão quanto um de 8 meses. No primeiro e no segundo caso, trata-se de uma ação automática, cuja motivação ainda não foi esclarecida pelos especialistas. Ao continuar agindo assim entre 1 e 2 anos, a criança começa a explorar os objetos, a perceber que essa brincadeira tem outras consequências, inclusive a de ver o pai e a mãe irritados enquanto se abaixam para pegar uma colher no chão. Essa atitude é uma forma de aprendizado, embora os adultos possam não encarar dessa maneira. Para uma criança pequena, é a chance de entender que objetos desaparecem e reaparecem, enquanto para uma mais velha, pode significar a descoberta de sons diferentes.

Claire Lerner afirma que essa dinâmica tem grande valia. “Você pode ensinar muito a partir dos interesses do seu filho, neste caso, incentivando a percepção dos sons”, sugere. Ou seja, o tilintar agudo da colher caindo no chão é pura informação para ele e vale ressaltá-la, chamando sua atenção para o barulho. E se for o caso de repreendê-lo – porque, convenhamos, você ficará cansado de recolher objetos tantas vezes ao dia –, converse com seu filho e ajude-o a entender que sabe que ele está se divertindo, mas que nem tudo deve ir ao chão. Isso não requer raiva, castigo ou alteração de voz.

Quando os nervos falam mais alto, os circuitos cerebrais da criança deixam de funcionar adequadamente e ela não aprende mais nada. Para se ter uma ideia, pesquisadores da Universidade de Oregon (EUA) mapearam a atividade cerebral de bebês de 6 a 12 meses cujos pais brigavam frequentemente e verificaram que as áreas ligadas ao estresse reagiam excessivamente ao ouvir vozes exaltadas, interferindo no controle emocional e no aprendizado.

Fonte: http://zip.net/btmC0z

Adaptado pela Profª Bárbara Kristensen

Banho do bebê nos dias frios…

Adicionar MídiaBanhos frios

Durante os dias mais frios, o cuidado com a saúde das crianças tem de ser redobrado. Elas ficam mais vulneráveis a viroses e problemas causados pelas baixas temperaturas. Até momentos corriqueiros, como a hora do banho, exigem atenção. As crianças não podem ficar expostas ao vento nem ao frio. Por isso, nessa época, o patinho de borracha deve tirar férias. Nada que prolongue a permanência da criança na água é bem-vindo. Veja abaixo algumas dicas para ajudar você:

– Dê apenas um banho por dia, de preferência no fim da tarde. Assim seu filho ficará limpinho e relaxado antes de dormir;

– Se for lavar o cabelo do seu filho nesse horário, seque com o secador em temperatura mediana. Uma opção é lavar apenas a cabecinha dele em outro horário, pela manhã, por exemplo, e deixar o banho para depois;

– Não aumente a temperatura da água para compensar o frio; isso pode provocar queimaduras na pele do bebê. Para saber a temperatura ideal, coloque o cotovelo dentro da água. Se estiver agradável para você, estará para o seu filho. Você pode usar também termômetros específicos para banheira;

– Não leve brinquedos para o banheiro, isso distrai a criança e deixa o banho mais demorado. Nessa época do ano os banhos têm de ser rápidos;

– Evite o uso excessivo de sabonete. Passe apenas nas “dobrinhas” e órgãos genitais, para evitar o ressecamento da pele;

– Dê preferência a sabonetes neutros, em barra, e use hidratante à base de água para manter a pele do bebê hidratada;

– Se você tiver aquecedor elétrico, vale aquecer um pouquinho o ambiente antes de tirar as roupas do seu filho, para deixar o ambiente com uma temperatura mais agradável.

Fonte: Hamilton Robledo, pediatra do Hospital São Camilo (SP) e Nádia Almeida, dermatologista do Hospital Pequeno Príncipe (PR)

 Adaptado pela Profª Heloisa Moser Bittencourt