Hora do banho: saiba quais são os cuidados com a moleira do bebê

 

Os cuidados com a moleira dos bebês estão entre as principais preocupações dos pais, especialmente daqueles que, pela primeira vez, encaram a jornada da maternidade, ou paternidade. Sobre esse assunto, uma das principais dúvidas surge na hora do banho: esfregar o cabelo traz algum risco à moleira?

De acordo com a neuropediatra Silvana Frizzo, do Hospital Infantil Sabará (SP), não há necessidade de cuidados especiais, mas é preciso delicadeza para higienizar os cabelos do bebê. “No banho, devemos lavar com cuidado, passando a mão, sem fazer força.”

O ideal, diz Silvana, é segurar a cabeça da criança por trás com uma mão e com a outra passar o xampu suavemente. Depois, fazer uma espécie de concha com a mão para jogar a água delicadamente e retirar o produto.

Espaço para o cérebro

A moleira, também conhecida como fontanela (nome científico), é o espaço entre os ossos da cabeça, que, por sua vez, permite que o cérebro cresça embaixo da calota craniana. Dessa forma, o osso vai crescendo junto com o cérebro sem restringir seu tamanho. Outra função é auxiliar na moldagem da cabeça do bebê na hora do parto, quando ele passa pelo canal vaginal.

Normalmente, o bebê nasce com duas moleiras, uma no alto do crânio, seguindo a linha de uma orelha a outra; e a segunda, três dedos acima do ossinho que sai da nuca para a cabeça. No geral, a moleira da parte de trás está fechada no nascimento. Mas, se aberta, explica a médica, fecha até o terceiro mês de vida. Já a fontanela anterior, nome científico da moleira que fica no topo da cabeça, começa a fechar no nono mês de vida. A partir daí, é possível esfregar os cabelos do bebê um pouquinho mais para tirar a sujeira.

Quando se preocupar

Ainda que seja fonte de angústias para muitos pais, a moleira só deve causar preocupação ao demonstrar que algo não está bem no cérebro da criança. “Se abaulada e associada a febres e vômitos pode significar meningite. Se não tiver febre, mas ainda assim for abaulada, pode indicar hipertensão intracraniana, após um traumatismo, por exemplo. Quando afundada mostra que o bebê está desidratado”, alerta Silvana. Porém, só um médico pode fechar qualquer diagnóstico. Por isso, é tão fundamental manter a rotina das consultas com o pediatra, já que ele vai medir o tamanho da cabeça do bebê e avaliar as moleiras, que indicam se o seu filho está se desenvolvendo bem.

Fonte: http://migre.me/tYVsa

Adaptado pela Profª Heloisa Bittencourt Eger

Por que meu bebê está com a temperatura tão baixa?

A temperatura corporal inferior a 36°C configura a chamada hipotermia, em termos médicos. A causa mais frequente é simples: frio. Por isso, a recomendação geral dos especialistas é agasalhar bem a criança, seja com cobertor ou com mais roupas, além de oferecer bebidas mornas, como chá ou leite, se ela não estiver em aleitamento exclusivo. Essas medidas costumam resolver, na maioria dos casos.

Porém, se isso não der resultado, merece uma avaliação médica, porque a hipotermia também pode ser causada por quadros de infecção, embora isso não seja comum. “Se, além de estar frio, seu filho parecer prostrado e não reagir a estímulos, é necessário levá-lo a um pediatra com urgência, pois pode se tratar de meningite, deficiência cardíaca ou infecção generalizada”, alerta a pediatra Fátima Fernandes, do Hospital Infantil Sabará (SP). Em situações como essa, a criança deve ser mantida bem aquecida até chegar ao médico.

 

Fonte: http://migre.me/t86Oz

 Adaptado pela Profª Heloisa Bittencourt Eger

 

 

 

 

Bebê sorri para chamar a atenção dos pais

Não há mãe ou pai que se segure quando o bebê dá o primeiro sorriso. Se você se empolgou com a risadinha fofa do seu filho logo no início da vida, saiba que a ação, que parece puramente espontânea, pode não ser tão natural assim.

Uma pesquisa recente da Universidade da Califórnia mostrou que, ao sorrir, o bebê não está simplesmente se expressando, mas age de forma pensada e sofisticada para provocar a mesma reação nos que estão a sua volta, especialmente os pais.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores programaram um robô, batizado de San Diego, para imitar o comportamento de bebês com base em análises de interações de 13 mães com seus filhos com idades abaixo de quatro meses. Na pesquisa, 11 das 13 crianças apresentaram sorriso intencional.

Ao interagir com estudantes, o robô simulava a reação dos pequenos – fazia caretas de choro, parava, sorria – e provocava sorrisos, mas sem realizar muito esforço. Toda ação é orquestrada, como se fosse um jogo. Há intervalos intencionais entre um sorriso e outro e o tempo que o sorriso deve durar também é pensado pelo bebê. Tudo para tirar dos pais a atenção que desejam.

A neurologista infantil Carla Gikovate explica que os cérebros da mãe e do bebê vêm prontos para essa interação. “O bebê, instintivamente, sabe que se ele for sedutor e envolvente, ele aumenta suas chances de sobrevivência, suas chances de ser cuidado, de ser atendido e de receber a atenção que ele gostaria”, diz. O contato com uma criança sorridente faz com que o cérebro da mãe ative partes químicas que proporcionam o afeto e, assim, o vínculo entre os dois aumenta. “A natureza foi muito eficiente nessa relação de mão dupla, em que o bebê é sorridente e a mãe se envolve. O sorriso é um reforço positivo para a mãe continuar cuidando, conversando e se esforçando no papel”, analisa.

Adaptado pela Profª Heloisa Bittencourt Eger

Fonte: http://migre.me/rJenF

O sono do bebê

O recém-nascido dorme quantas horas por dia?
Por ainda ter alguns sistemas imaturos, ele dorme de 16 a 18 horas por dia. Porém, não é esperado que o sono se prolongue por mais de três horas seguidas, já que a criança precisa despertar para mamar.

É normal a respiração do bebê oscilar durante o sono?

O ritmo respiratório do recém-nascido é irregular, mesmo quando ele está acordado. A pediatra Márcia Sanae Kodaira, do Hospital Santa Catarina (SP), explica que, quanto mais novo ele for, mais essa característica ficará evidente. “Isso acontece porque o sistema respiratório ainda não está completamente maduro, o que leva à oscilação”, esclarece. “Quando o bebê completa 1 ano, a tendência é a respiração se estabilizar”, completa.

Há algo errado quando o bebê dorme de olhos abertos?

O sono do bebê apresenta várias fases, assim como o dos adultos. A primeira é a que caracteriza a sonolência, quando a melatonina, uma substância que induz o relaxamento, é liberada no organismo, segundo explica Márcia. Nesse estágio, você percebe que o bebê fica com o olhar fixo e a pálpebra caída, mas não, necessariamente, fechada. É nesse momento que, em geral, os pais costumam ver o filho dormindo de olho aberto, o que é normal e indica que ainda não está em um sono pesado.

Por que alguns bebês sorriem enquanto dormem?

Depois da fase da sonolência, o bebê vai para um sono leve, em que normalmente se mexe muito e pode emitir algum som. Após esse período, chega a fase de sono profundo, em que a criança permanece parada. Depois, há uma fase mais profunda ainda, em que você pode até mexer no bebê sem que ele acorde. Ao final de todos essas estágios, há o REM (Rapid Eye Movement ou movimento rápido dos olhos) em que o bebê pode, sim, sorrir, chorar, ou fazer movimentos de sucção .

O REM é um período de atividade cerebral muito intensa, em que costumam ocorrer os sonhos. Ele é fundamental para o desenvolvimento neurológico. “Quando veem o filho sorrir durante o sono, muitos pais acreditam que esteja tendo um sonho bom”, conta a pediatra. “Mas isso só pode ocorrer após os 3 meses de vida, quando os bebês se tornam capazes de dar os sorrisos sociais, em sinal de satisfação. Até lá, os sorrisos são meros reflexos musculares”.

Por que, às vezes, o bebê acorda chorando e assustado?

Muitas vezes, a criança desperta durante a noite, abre o olho e fica quietinha. “Ela só começa a chorar quando está com fome e quer atenção dos pais. Mas, como os adultos só notam quando o bebê chora, pode parecer que ele acorda sempre dessa maneira”.

A pediatra relata também que, depois de um dia agitado, os bebês podem chorar mais vezes e mais intensamente durante a noite. “Todas as memórias acumuladas durante o dia vão repercutir à noite”, justifica a pediatra. Isso exige uma atividade cerebral intensa, podendo provocar choro e irritação.

 Fonte: http://migre.me/rFU5I

 Adaptado pela Profª Heloisa Bittencourt Eger

Banho do bebê nos dias frios

Durante os dias mais frios, o cuidado com a saúde das crianças tem de ser redobrado. Elas ficam mais vulneráveis a viroses e problemas causados pelas baixas temperaturas. Até momentos corriqueiros, como a hora do banho, exigem atenção. As crianças não podem ficar expostas ao vento nem ao frio. Por isso, nessa época, o patinho de borracha deve tirar férias. Nada que prolongue a permanência da criança na água é bem-vindo. Veja abaixo algumas dicas para ajudar você:

– Dê apenas um banho por dia, de preferência no fim da tarde. Assim seu filho ficará limpinho e relaxado antes de dormir;

– Se for lavar o cabelo do seu filho nesse horário, seque com o secador em temperatura mediana. Uma opção é lavar apenas a cabecinha dele em outro horário, pela manhã, por exemplo, e deixar o banho para depois;

– Não aumente a temperatura da água para compensar o frio; isso pode provocar queimaduras na pele do bebê. Para saber a temperatura ideal, coloque o cotovelo dentro da água. Se estiver agradável para você, estará para o seu filho. Você pode usar também termômetros específicos para banheira;

– Não leve brinquedos para o banheiro, isso distrai a criança e deixa o banho mais demorado. Nessa época do ano os banhos têm de ser rápidos;

– Evite o uso excessivo de sabonete. Passe apenas nas “dobrinhas” e órgãos genitais, para evitar o ressecamento da pele;

– Dê preferência a sabonetes neutros, em barra, e use hidratante à base de água para manter a pele do bebê hidratada;

– Se você tiver aquecedor elétrico, vale aquecer um pouquinho o ambiente antes de tirar as roupas do seu filho, para deixar o ambiente com uma temperatura mais agradável.

Fonte: Hamilton Robledo, pediatra do Hospital São Camilo (SP) e Nádia Almeida, dermatologista do Hospital Pequeno Príncipe (PR)

Adaptado pela Profª Heloisa Moser Bittencourt