Brincar NÃO É sinônimo de ter brinquedos!

Em vez de comprar cada vez mais coisas para garantir o entretenimento, incentive o seu filho a se divertir de outras formas

Brincar é diferente de ter brinquedos. E, normalmente, as duas coisas estão ligadas. Quando você pensa em uma criança brincando, provavelmente imagina ela com um brinquedo na mão. Mas não necessariamente a diversão precisa acontecer desta maneira e tem um lado muito positivo nisto. Explicando: A experiência sem o brinquedo – aquele que a gente vai e compra em alguma loja – também é muito importante para o desenvolvimento infantil.

Isso não significa que você deve ser radical e não dar brinquedo algum para as crianças. Mas, um objeto em casa, como uma colher, uma vasilha, uma almofada ou um caixa de papelão não são classificados como brinquedos, mas são igualmente importantes. No momento da brincadeira, eles têm uma função lúdica.

Por que é importante que a criança brinque sem o brinquedo comprado? Segundo Teresa Ruas, consultora em desenvolvimento infantil da Fisher-Price e mãe de Maitê, principalmente porque dá asas à imaginação, à criação, à fantasia e à simbolização. Ou seja, ela vai imaginar que uma caixa de papelão é uma casinha ou um castelo e que a colher, por exemplo, é um avião. Na prática, é a transformação dos objetos reais e comuns em coisas maiores.

Fantasiar, simbolizar, criar a transformar são elementos bases para o desenvolvimento afetivo e cognitivo do ser humano. São, ainda,  o combustível para que a criança possa desenvolver essas habilidades de uma forma refinada. De dois a sete anos, em média, o elemento da fantasia vai estar presente o tempo inteiro. Crianças maiores também fazem isso, mas com uma frequência menor.

Segundo Teresa, o importante, quando uma caixa vira um foguete, é que as crianças ligam o que já sabem ao que estão desenvolvendo. “A criação e a fantasia potencializam as questões que contribuem para a formação da criança”, ressalta a consultora em desenvolvimento infantil.

Onde entram os brinquedos?

OK, o brinquedo concreto, aquele que não exige a transformação e simbolização, também é importante. Por exemplo, a fazenda que seu filho criou pode ser complementada por algum brinquedo que traz concretude do que aquilo realmente é, como um conjunto de animaizinhos.  Ela une essas duas coisas para um mesmo objetivo, aumentando o efeito lúdico e a ligação entre o que ela sabe e o que ela quer aprender.

Outro ponto em que a vivência com os brinquedos é importante é quando seu filho brinca com um quebra-cabeça ou um jogo que tem normas, por exemplo, pois isso ajuda a exercitar questões específicas que a criança precisa ter, como memória e raciocínio lógico. A grande questão é complementar a função de um brinquedo e de um objeto doméstico ou produto reciclado. Vale ressaltar:  você não precisa permitir que uma criança de 6 meses explore um objeto de papelão, já que, provavelmente, ela vai por na boca. É importante que ela brinque com objetos que correspondam à faixa etária.

E a tecnologia?

Para Teresa Ruas, celulares, tablets, e computadores, na primeira infância (de 0 a 6 anos) devem ser evitados. “A primeira infância é uma fase que requer experiências muito concretas. Para saber o que é uma cenoura, é preciso ver, sentir, pegar, manipular, morder e entender o que é”, afirma. “Quando eles ficam só no tablet, a vivência pessoal é impedida”, complementa.

As crianças precisam de contato presencial. Ter contato com a imagem e o som de um cachorro que está no tablet, não passa a noção do que é um cachorro real, é claro! Quando se tem contato com objetos reais, entende-se o que são de fato os objetos. E, sim, às vezes é necessário utilizar estes recursos tecnológicos. Por exemplo: você está no pediatra e a criança está inquieta. Para acalmá-la, coloca um desenho no seu celular. Sabemos que isto ajuda e funciona, mas estes recursos não podem ser as fontes lúdicas e de distração o tempo inteiro.

Fonte: http://www.paisefilhos.com.br

 Adaptado pela Profª Daiana Reig da Costa

 

 

 

Por que meu filho troca de brinquedo o tempo todo?

Tenha sempre a mão mais de uma opção de brinquedo para seu filho se distrair. Leia e entenda o porquê!

No meio da brincadeira, se seu filho pequeno troca de brinquedo muitas vezes, não precisa se preocupar ou achar que ele não consegue se concentrar em nada. Essa atitude, além de ser natural, também é saudável. Crianças pequenas não costumam manter a concentração por muito tempo na mesma coisa.

Uma boa dica para esta fase é ter duas ou três caixas com brinquedos diferentes e, periodicamente, revezar na hora de oferecê-los. Assim, seu filho ainda terá várias opções na hora de brincar e não enjoará de todos ao mesmo tempo.

A psicóloga Márcia Regina Orsi, mãe de Yohan e Joshua, explica que a troca de brinquedos estimula a coordenação motora, a imaginação e a curiosidade. Ela também afirma que brincar junto com a criança estimula e ajuda a melhorar a concentração. Mas lembre-se de que a capacidade de concentração se desenvolve com a idade e estímulo. Não dá para obrigar e não precisa querer apressar o processo.

“Com o tempo, a concentração vai aumentando e alguns brinquedos se tornam mais interessantes”, diz a psicóloga. O importante não é que seu filho fique com a atenção concentrada em um só brinquedo, e sim que ele aprenda desde cedo a guardar os objetos quando terminar de brincar.

Fonte: http://www.paisefilhos.com.br

 Adaptado pela Profª Daiana Reig da Costa

 

 

 

O perigo das bexigas…

Acredito que muitos acompanharam a história do pequeno Mário Archangelo Damasceno Neto, de 7 meses, que no dia 22 de setembro quase morreu após aspirar um bexiga. Ele brincava no berço quando começou a engasgar. Lívia Martins Pereira, a mãe, pegou o filho no colo e correu para o pronto-socorro, que, por sorte, ficava a apenas dois quarteirões de sua casa.

Do Hospital das Clínicas da USP, o pequeno seguiu para o Hospital Infantil Sabará, em São Paulo, onde passou por cirurgia. A mãe desconhecia o que havia motivado o engasgo. Mais tarde, compartilhou em rede social que não sabia que era uma bexiga e que chegou a pensar que o filho havia morrido.

De acordo com a médica responsável pelo caso, a otorrinolaringologista pediátrica Saramira Bohadana, os riscos de morte em situação como essa são de 100%. “A criança asfixiada tem parada respiratória, o cérebro fica sem oxigênio e, em questão de minutos, acontece o óbito”, explica.

Sim, os balões de látex são comuns e aparentemente inofensivos, mas oferecem grande perigo, as bexigas deveriam ser proibidas e ficar fora do alcance de crianças, em especial as menores de 2 anos. O mesmo vale para pipocas e amendoins, alimentos com alto potencial de causar engasgos. O ideal para crianças brincarem com as bexigas seria a partir de 8 anos, isto é, sem supervisão de adulto.

Fonte: http://zip.net/brr72n

Adaptado por Ana Paula Camargo Petroski

Menino pode brincar de boneca?

 

A divisão das brincadeiras por sexo, colocando meninos de um lado e meninas de outro, tem origem em normas sociais baseadas na desigualdade entre homens e mulheres. Até pouco tempo, era papel deles, sair para trabalhar e buscar o sustento da família, enquanto elas ficavam em casa cuidando dos filhos. O jeito das crianças brincar, então, apenas refletia essas características sociais. Saltar, correr, montar quebra-cabeças, fazer de conta com carrinhos e ferramentas ocupavam os meninos, ao passo que brincar de roda, pular amarelinha e cuidar de bonecas e do lar ocupavam as meninas. Mas os tempos são outros – e a divisão social em papéis específicos, de acordo com o sexo, deixou de fazer sentido. “Partindo da premissa que considera o brincar uma atividade livre, prazerosa, que permite exploração e descobertas, qualquer restrição por gênero ficou ultrapassada”, afirma a psicoterapeuta Germana Savoy, consultora em ludicidade (forma de desenvolver o conhecimento por meio de jogos, brincadeiras e música). Só para citar um exemplo, em muitas famílias, os meninos veem os pais cozinhando e as meninas, igualmente, presenciam as mães trocando pneus.

 

É importante levar em conta, ainda que a sociedade atual demanda profissionais aptos em diversas áreas, o que está relacionado ao desenvolvimento da criatividade – algo que se aprende, principalmente, brincando. Por isso, de acordo com a psicoterapeuta, ao se divertir com as mais variadas brincadeiras, as crianças ampliam seu repertório e, por consequência, expandem seus potenciais. Por isso, ao fazer piada ou mesmo proibir o seu filho de brincar ou se comportar “como uma menina”, você corre o risco de sabotar certas habilidades que ele tenha ou, pior, torná-lo um indivíduo submisso ou agressivo. Se o menino gosta de fazer comidinhas, por exemplo, talvez ela tenha vocação para se tornar chef de cozinha e por aí vai – e não é o tipo de brinquedo ou a cor da roupa que irá determinar a natureza sexual dele no futuro. Por outro lado, pode ser também apenas um interesse transitório, que deve ser tratado com naturalidade.

Fonte: http://zip.net/bjmZwB

 Adaptado pela Profª Heloisa Moser Bittencourt

Nove problemas invisíveis que podem afetar a gravidez…

Na gravidez, o corpo da mulher muda completamente: há mais sangue e líquidos circulando, o coração bate 20% a mais do que o normal, a pressão baixa, o útero aumenta de tamanho e comprime a bexiga e os demais órgãos, vem a prisão de ventre, aparecem varizes e estrias, entre outras alterações.

Antes que essa lista pareça assustadora, saiba que entender tudo o que pode acontecer com você durante os nove meses é fundamental para ficar atenta a alguns problemas que podem surgir de forma silenciosa.

Para ajudar você, consultamos nossa colunista Carolina Ambrogini, obstetra da Unifesp, para enumerar nove coisas que podem fazer mal ao bebê.

 
1) Falta de higiene bucal:
Cuidar direitinho dos dentes é uma ação sempre bem-vinda, especialmente quando se está grávida. Um estudo recente da Escola de Medicina de Harvard mostrou que processos inflamatórios na gengiva estimulam o aumento de um hormônio chamado prostaglandina, o que pode induzir o parto prematuro do bebê.

2) Excesso de atividade física:
Antes da gravidez eram 40 minutos de esteira, 25 de bike e meia hora nos aparelhos de musculação? Agora é preciso desacelerar um pouquinho, como alerta a obstetra: “Todo excesso na gravidez deve ser evitado. Quando o esforço físico é muito intenso, a grávida pode aumentar o tônus uterino, o que leva a um trabalho de parto prematuro”.

Por outro lado, o sedentarismo também causa desconforto. “As mulheres que não fazem nenhum tipo de atividade podem enfrentar uma gestação mais cansada, com menos disposição. O ideal é fazer atividades físicas leves, de intensidade moderada.”

3) Banho quente: 

Aquele banho quentinho é uma delícia, mas atenção: gravidez e água fervendo não combinam. “No primeiro trimestre de gestação, é preciso fugir das altas temperaturas.

 

4) Café, chá mate e canela:
Sair para o cafezinho da tarde? Só se for um copinho bem pequeno. A obstetra explica que cafeína (presente nos alimentos citados acima) em altas doses pode induzir ao abortamento, além de aumentar a frequência cardíaca e elevar os riscos de mal-estar.

 

5) Chá verde: 

Fuja dele. “Esse tipo de chá contém substâncias que inibem a produção de ácido fólico, [vitamina do complexo B], no organismo da grávida. A falta desse nutriente pode causar má formação no tubo neural do feto”.

 

6) Dietas restritivas:

Uma alimentação balanceada é mais do que necessária nesse período de gravidez: além de o feto não receber os nutrientes necessários para o desenvolvimento, a falta de calorias pode levá-lo à obesidade infantil, de acordo com um estudo feito pelo Hospital Universitário de Nottingham. Os pesquisadores descobriram que quando a mãe impede que o feto receba alguns nutrientes, a programação das células de gordura do bebê se altera, o que futuramente pode significar um quadro de distúrbio alimentar.
7) Diet e light:
Os adoçantes do tipo ciclamato de sódio e sacarina não são recomendados, pois podem causar má-formação do feto. “Antes de comprar um alimento diet ou light, verifique o rótulo para descobrir a composição. Os adoçantes naturais são sempre os mais recomendados”.

8) Laxante:


A constipação é reclamação constante das grávidas. Isso porque, além de o intestino ficar comprimido pelo útero, a progesterona (hormônio da gestação) o deixa mais preguiçoso. Mas, para se livrar do problema, nada de recorrer aos laxantes normais. “Esses produtos podem trazer uma cólica intestinal muito forte. Por isso, durante a gravidez, o melhor é usar laxantes naturais ou à base de fibras. Antes de sair comprando, procure o médico para que ele indique o melhor para você.”

 

9) Contato com a terra:
A maioria das pessoas já teve contato com a doença toxoplasmose mesmo que não se lembre depois. Isso porque a doença, infecção causada por fezes de gato ou ingestão de carnes cruas, é na maioria das vezes assintomática.

 

O problema é quando ela se manifesta na gravidez. “Quanto mais cedo o bebê for infectado, pior. A toxoplasmose pode levar a um aborto espontâneo ou trazer problemas de visão e cérebro ao longo do desenvolvimento da criança”, explica a especialista.

Se a gestante já pegou essa doença antes de estar esperando bebê, seu organismo desenvolveu imunidade. Caso contrário, o ideal é que ela evite o contato com as fontes da doença.

 

Fonte: Andressa Basilio – http://migre.me/cWxFY

 

Adaptado pela Profª Heloisa Moser Bittencourt