Mãe E Filho: Vínculo Afetivo Que Faz Do Menino Um Homem Melhor…

desmame-noturnoDurante gerações, as mães receberam a mensagem de que manter os filhos por perto está errado e talvez seja até perigoso. Disseram que a mãe que promove um laço emocional profundo com o filho o deixa fraco e dependente demais – um filhinho da mamãe. Nunca será independente nem capaz de formar relacionamentos adultos saudáveis. A mãe amorosa e bem-ajustada é aquela que, aos poucos mas com segurança, empurra o filho para longe, tanto em termos físicos quanto emocionais, para lhe permitir que se torne um homem saudável.

De certa forma, apesar da revolução sobre o papel dos homens e das mulheres, a visão do relacionamento entre mãe e filho ficou parada no tempo. Mudamos drasticamente o modo de criar as filhas, estimulando-as a serem confiantes, praticarem esportes competitivos e terem ambições elevadas na educação e no campo profissional. Não tememos “masculinizar” nossas meninas.

O pai que transgride os estereótipos sexuais e ensina à filha uma tarefa tradicionalmente masculina – reconstruir o motor de um carro, digamos – é considerado superlegal. Mas a mãe que faz algo comparável – como ensinar o filho a tricotar ou até estimulá-‑lo a falar mais sobre seus sentimentos – é vista com desprezo.

Muitas ficam confusas e ansiosas ao criar meninos. Deveriam parar de beijar o filho pequeno ao deixá‑lo na escola? Se abraçar o filho de 10 anos que se machucou, vai transformá-lo num marica? Se o filho adolescente chora no quarto, ela deveria entrar e consolá-lo ou isso vai deixá-lo envergonhado?

um estudo com mais de 400 alunos do ensino médio revelou que os filhos mais ligados às mães formavam laços de amizade mais fortes, eram menos deprimidos e ansiosos e tiravam notas melhores do que os colegas mais machões. Outro estudo verificou que meninos de 12 anos ou menos não muito ligados às mães eram mais agressivos e hostis quando mais velhos.

Faz tempo que se determinou que os adolescentes com boa comunicação com os pais têm maior probabilidade de resistir à pressão negativa dos colegas, mas novas pesquisas mostram que a mãe tem mais influência no comportamento arriscado, não só em relação a álcool e drogas, mas também ao evitar o sexo precoce e desprotegido. Por fim, não há estudos indicando que a orientação sexual possa ser alterada pela mãe, por mais que ela o ame.

Fonte: http://zip.net/bqtyv2

Adaptado por Profª Ana Paula Camargo Petroski

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *