Como lidar com a interferência dos avós na criação do seu filho? Saiba

A família precisa dialogar para a relação ser saudável para todos

É muito comum vermos os pais se queixando que a sogra ou a própria mãe interferem demais na criação dos filhos deles. Isso é normal, afinal, os avós querem ajudar sempre e tem as melhores intenções, mas é possível estabelecer um limite nessa relação. Junto com o nascimento de uma criança, não somente os pais precisam aprender a desempenhar essa nova função, mas os avós também.

“Esse é um problema natural na jornada da família. No nascimento de um neto, é uma crise que surge. Não existe um limite ideal para todas as famílias, cada um vai construir o seu, na base da interação, da experimentação”, afirma Tatiana Martins, mãe de Francisco, psicóloga e coach de pães (pais e mães que criam seus filhos sozinhos) pelo projeto Pais Especiais.

Andreia Calçada, mãe de João Pedro, psicóloga e psicoterapeuta, ressalta: “Os avós estão ali para ajudar, mas existem as regras da casa e as regras dos pais. Avós não podem assumir a função de pai e mãe. É importante para preservar as relações”. Lembre-se que, não é porque seus pais ou seus sogros ajudam a cuidar dos seus filhos, que eles tenham a responsabilidade de educá-los, essa função pertence aos pais.

Nesses casos, a base para uma boa relação entre todos os familiares baseia-se no diálogo sincero e na conversa. Os limites variam de acordo com cada caso e eles devem ser definidos em conjunto.

Os conflitos podem não acontecer somente no nascimento do bebê, com a tomada das primeiras decisões. Eles continuam ocorrendo ao longo da vida, já que cada fase do crescimento da criança possui novos desafios. Por isso, é importante manter uma conversa franca com os avós desde cedo. Os limites são estabelecidos após os argumentos de ambos os lados serem apresentados e um consenso ser formado. É claro que os pais dão a palavra final, mas é importante ouvir a opinião de quem já tem experiência.

Isso vale principalmente para famílias que contam muito com o apoio dos avós, independentemente dos motivos pelos quais esse apoio seja necessário. “Se você precisa da ajuda dos avós, eles também têm que ter alguma autoridade com a criança e, para isso, é necessário diálogo. Cada família tem o seu limite, que parte de uma boa conversa, onde tudo fique bem claro e explicado”, afirma Tatiana.

Fonte: http://www.paisefilhos.com.br

 Adaptado pela Profª Daiana Reig da Costa

 

 

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