Bebês prematuros precisam estar em contato com os pais desde o nascimento

A pesquisa revela que nada é mais saudável do que o toque entre a pele dos bebês e dos pais. Mas a imagem já diz muito mais do que a pesquisa: amor só faz bem

Essa imagem emocionante foi feita na Suécia, na cidade de Uppsala, com bebês que nasceram prematuros pesando apenas 700 gramas. Além da pele da mãe, o contato com a pele do irmão mais velho e do pai também participam da recuperação dos recém-nascidos. Essa foto foi apresentada como parte de uma pesquisa que revela a importância do toque para os bebês prematuros.

Estar em contato com os pais é melhor para regular a temperatura do que a incubadora neonatal, ajuda os bebês a respirarem melhor, ficarem mais tranquilos e ganharem peso mais rápido. O estudo também mostra que a flora bacteriana dos pais, quando comparada ao hospital, reduz o risco de infecções que podem ser graves para bebês tão frágeis. No Brasil esse método é conhecido como Canguru e faz muito sucesso entre as UTIs neonatais.

Fonte: http://www.paisefilhos.com.br

 Adaptado pela Profª Daiana Reig da Costa

 

 

Os medos das crianças segundo sua idade…

Os medos das crianças são evolutivos, ou seja, vão mudando de acordo com a idade e isso dá lugar a que não se tenha medo das mesmas coisas na medida em que os pequenos vão crescendo. A chave está em aprender a superá-los cada um no seu momento e na idade em que aparece, evitando que fiquem estancados e que a criança vá acumulando medos ao longo do seu crescimento.

Quais são os medos evolutivos e em que idade acontece?

Aos seis meses, a criança já começa com o medo de estranhos. Começa a sentir falta do seu adulto de referência, que geralmente é sua mamãe. Por isso, é bom que as crianças saiam do quarto dos pais pela noite em torno dos cinco meses, para que quando despertem não sintam tanta falta das suas figuras de referência, a mamãe e o papai.

Em torno dos dois anos surge certo medo do ‘abandono’. Quando a criança é deixada na escola com dois anos, às vezes fica um pouquinho mais insegura no início. O mais provável é que a criança se angustie um pouco, que fique chorando, e aos cinco minutos isso já tenha passado e começa a brincar e já estará feliz com o restante das crianças. O problema a gente poderia ter com uma criança que vemos que já passado esse período de adaptação, esse período de medo ou de angústia da separação e não começa a ter claro que o seu pai irá voltar e fica chorando a manhã toda. Daí a gente deve avaliar para saber se não está acontecendo outro problema.

Aos quatro anos, pode aparecer o medo do escuro. Não é necessário sermos tão rígidos e deixar a criança dormir com a luz completamente apagada e com a persiana abaixada. A gente pode deixar uma pequena luz indireta.

Do que as crianças mais velhas têm medo?

Podem temer aos animais. As crianças que desde pequeninas mantêm contato com animais podem não desenvolver nenhum medo. Mas, quando uma criança, em torno dos três ou cinco anos se encontra com um cachorro grande, o normal é que sinta um pouco de medo. A criança não tem por que tocar-lhe porque não sabemos se o cachorro é suficientemente educado e pode mordê-la. No assunto ‘cachorros’ há que distinguir até que ponto é medo e até que ponto é prudência.

Fonte: http://zip.net/bdtyG9

Adaptado por Profª Ana Paula C. Petroski

 

 

Como lidar com a interferência dos avós na criação do seu filho? Saiba

A família precisa dialogar para a relação ser saudável para todos

É muito comum vermos os pais se queixando que a sogra ou a própria mãe interferem demais na criação dos filhos deles. Isso é normal, afinal, os avós querem ajudar sempre e tem as melhores intenções, mas é possível estabelecer um limite nessa relação. Junto com o nascimento de uma criança, não somente os pais precisam aprender a desempenhar essa nova função, mas os avós também.

“Esse é um problema natural na jornada da família. No nascimento de um neto, é uma crise que surge. Não existe um limite ideal para todas as famílias, cada um vai construir o seu, na base da interação, da experimentação”, afirma Tatiana Martins, mãe de Francisco, psicóloga e coach de pães (pais e mães que criam seus filhos sozinhos) pelo projeto Pais Especiais.

Andreia Calçada, mãe de João Pedro, psicóloga e psicoterapeuta, ressalta: “Os avós estão ali para ajudar, mas existem as regras da casa e as regras dos pais. Avós não podem assumir a função de pai e mãe. É importante para preservar as relações”. Lembre-se que, não é porque seus pais ou seus sogros ajudam a cuidar dos seus filhos, que eles tenham a responsabilidade de educá-los, essa função pertence aos pais.

Nesses casos, a base para uma boa relação entre todos os familiares baseia-se no diálogo sincero e na conversa. Os limites variam de acordo com cada caso e eles devem ser definidos em conjunto.

Os conflitos podem não acontecer somente no nascimento do bebê, com a tomada das primeiras decisões. Eles continuam ocorrendo ao longo da vida, já que cada fase do crescimento da criança possui novos desafios. Por isso, é importante manter uma conversa franca com os avós desde cedo. Os limites são estabelecidos após os argumentos de ambos os lados serem apresentados e um consenso ser formado. É claro que os pais dão a palavra final, mas é importante ouvir a opinião de quem já tem experiência.

Isso vale principalmente para famílias que contam muito com o apoio dos avós, independentemente dos motivos pelos quais esse apoio seja necessário. “Se você precisa da ajuda dos avós, eles também têm que ter alguma autoridade com a criança e, para isso, é necessário diálogo. Cada família tem o seu limite, que parte de uma boa conversa, onde tudo fique bem claro e explicado”, afirma Tatiana.

Fonte: http://www.paisefilhos.com.br

 Adaptado pela Profª Daiana Reig da Costa

 

 

PAIS E FILHOS: DA DEPENDÊNCIA A AUTONOMIA

No processo de crescimento das crianças podemos ver algo muito bonito acontecendo. Elas nascem em uma condição de dependência total e seguem o seu desenvolvimento, passando por muitas fases, até alcançar sua autonomia e toda a sua capacidade física, emocional, cognitiva e relacional.

Os pais de uma criança de 1 ano, são convidados a crescer com ela gradativamente para quando ela tiver 5 anos, sejam pais de uma criança de 5 anos e não daquela de 1 ano.

Sem perceber, alguns pais, interrompem esse fluxo do desenvolvimento. A criança está ali chamando para avançar para o próximo passo do crescimento e os pais ficam presos à sensação agradável do cheirinho do bebê, do cuti-cuti da mamãe, do dormir no peito do papai.

Quando percebem o quanto os pais estão sendo frágeis e inseguros consigo mesmos, os filhos ficam confusos e escancaram isso com atitudes agressivas, desatentas ou com pouco respeito.

Intelectualmente, os pais podem até achar legal a independência do filho, mas pouco estimulam para que a criança saia de seu perímetro de controle.

Os aspectos emocionais ficam submersos, quase imperceptíveis e constantemente são colocados embaixo de questões práticas de todo tipo. O medo de perder a sensação de proteção, perder a importância para os filhos e/ou a ansiedade são os mais comuns nestes casos. Se ficam nestes estados, os pais acabam não estimulando a capacidade do pequeno e optam por fazer pelas crianças o que elas são capazes de realizar. Então, será comum que crianças de 6 anos ainda não comam sozinhas.

A autonomia da criança começa a se desenvolver conforme os pais cedem seu papel dominante e permitem que ela possa experimentar coisas, pensar e sentir o mundo a partir dos seus próprios valores. Acompanham o filho, sem segurar seu desenvolvimento. Isso significa que vão ajudá-lo a pensar em formas para resolver a dificuldade, mas não resolvem pela criança. Ao perceber a abertura e entusiasmo da família em querer ajudar, a criança se sente estimulada e capaz de enfrentar o desafio.

Ao fazerem isso, os pais deixam o movimento natural do crescimento acontecer e vivem uma experiência muito rica, que é a da troca. Filhos autônomos têm coisas para compartilhar com os pais. Essa troca gera proximidade, valoriza o vinculo afetivo, a boa convivência e novas maneiras de comunicação. O cotidiano tende a ficar mais alegre por que todos estão disponíveis para descobrirem o mundo, cada um com o seu olhar e respeitando a opinião dos outros.

Fonte: http://zip.net/bhtwMB

Adaptado por Profª Ana Paula Camargo Petroski

 

 

Avós também precisam de limites

avosPara a nossa colunista Beth Monteiro, quando os avós não interferem demais na educação, são um excelente contrapeso para os pais

O papel das avós é muito importante em todas as famílias, mas tem que ser na medida certa, bem calibrado. Afinal, cada macaco no seu galho: as avós não devem tomar o lugar dos pais. Sei que muitos pais abusam… Ah, se sei! Delegam totalmente aos avós os cuidados com a criança. É importante dar limites a esses pais. Sei também de avós que tiram totalmente a autoridade dos pais e querem criar os seus netos como criaram os seus filhos.

Alto lá! Se há confusões de papéis, é bom começar tudo de novo. Mãe é mãe e avó é avó! Essa criança que nasceu é “filha da mãe” (e do pai).

As crianças precisam de famílias. As pessoas precisam das famílias. Os avós, quando não interferem demais na educação, são um excelente contrapeso para os pais, dando o equilíbrio necessário à vida afetiva e emocional da criança. Mas, ao cuidar dos netos, é útil seguir algumas dicas:

  • Faça somente o que lhe é requisitado.
  • Controle-se: conselhos demasiados só atrapalham.
  • Você não é a dona da verdade, mesmo que quase sempre tenha razão.
  • Lembre que seu filho (ou sua filha) não é mais criança.
  • Não tire a criança do colo dos pais.
  • Faça dos encontros com o seu neto os momentos mais felizes de suas vidas.
  • Procure ter um tempinho a sós com cada um de seus netos.
  • Não demonstre preferência por nenhum.
  • Nunca desautorize os pais na frente do seu neto.
  • Nunca desfaça a imagem que o seu neto tem dos pais. Isso chama-se “alienação parental” e é extremamente nociva ao desenvolvimento infantil.
  • Tome conta da criança quando puder, mas saiba dizer não quando estiver cansada.
  • Promova reuniões familiares em sua casa, porém não exija que todos compareçam. Os pais também precisam ter tempo e passear com os seus filhotes nos finais de semana. Vejo muitos casais com filhos se enfiarem por obrigação na casa dos avós. Essa rotina pode virar um tédio.
  • Tenha sempre um docinho, algo especial para oferecer à criança quando ela for a sua casa.
  • Não visite o seu neto sem avisar e nem se demore muito nas visitas.
  • Não fique exigindo visitas. É sempre bom repetir!
  • Só dê a sua opinião quando for solicitada. E, quando opinar, evite julgar!

Pronto! Ser avó é muito bom, mas é preciso seguir essas regrinhas básicas. A mais importante, que resume o sentido geral das outras: tenha em mente sempre que a criança é seu neto, não seu filho!

Dê limites a você mesma e aos pais de seu neto. SEM CULPA! “Para o bem de todos e a felicidade geral da nação.” Um sorriso largo e sincero.

Fonte: http://www.paisefilhos.com.br

 Adaptado pela Profª Daiana Reig da Costa