Os medos das crianças segundo sua idade…

Os medos das crianças são evolutivos, ou seja, vão mudando de acordo com a idade e isso dá lugar a que não se tenha medo das mesmas coisas na medida em que os pequenos vão crescendo. A chave está em aprender a superá-los cada um no seu momento e na idade em que aparece, evitando que fiquem estancados e que a criança vá acumulando medos ao longo do seu crescimento.

Quais são os medos evolutivos e em que idade acontece?

Aos seis meses, a criança já começa com o medo de estranhos. Começa a sentir falta do seu adulto de referência, que geralmente é sua mamãe. Por isso, é bom que as crianças saiam do quarto dos pais pela noite em torno dos cinco meses, para que quando despertem não sintam tanta falta das suas figuras de referência, a mamãe e o papai.

Em torno dos dois anos surge certo medo do ‘abandono’. Quando a criança é deixada na escola com dois anos, às vezes fica um pouquinho mais insegura no início. O mais provável é que a criança se angustie um pouco, que fique chorando, e aos cinco minutos isso já tenha passado e começa a brincar e já estará feliz com o restante das crianças. O problema a gente poderia ter com uma criança que vemos que já passado esse período de adaptação, esse período de medo ou de angústia da separação e não começa a ter claro que o seu pai irá voltar e fica chorando a manhã toda. Daí a gente deve avaliar para saber se não está acontecendo outro problema.

Aos quatro anos, pode aparecer o medo do escuro. Não é necessário sermos tão rígidos e deixar a criança dormir com a luz completamente apagada e com a persiana abaixada. A gente pode deixar uma pequena luz indireta.

Do que as crianças mais velhas têm medo?

Podem temer aos animais. As crianças que desde pequeninas mantêm contato com animais podem não desenvolver nenhum medo. Mas, quando uma criança, em torno dos três ou cinco anos se encontra com um cachorro grande, o normal é que sinta um pouco de medo. A criança não tem por que tocar-lhe porque não sabemos se o cachorro é suficientemente educado e pode mordê-la. No assunto ‘cachorros’ há que distinguir até que ponto é medo e até que ponto é prudência.

Fonte: http://zip.net/bdtyG9

Adaptado por Profª Ana Paula C. Petroski

 

 

Características da criança insegura…

Ao longo da infância, as crianças enfrentam situações ou desafios que vão conseguir com que sua personalidade saia reforçada ou que pelo contrário seja mais insegura.

A consequência de não deixar-lhes fazer coisas por si mesmas, ajudar-lhe em excesso em algumas tarefas que demonstram ter capacidade, insistir em realizar entre os dois, desemboca numa interpretação de que não sejam capazes de realizar tarefas por si mesmas e ao invés de compreender que é uma ajuda desenvolve medo de fazer as coisas por si mesmas e se tornam inseguras

– Baixa autoestima: Não se atreve a fazer alguma coisa sozinha porque não acredita ser capaz de poder fazê-las bem. Por isso, não participará na sala de aula ou em qualquer atividade. É uma criança que tem muito medo de cometer erros e decepcionar aos outros e sempre está pensando que ‘não serve para nada’.

Falta de autonomia: Isso se traduz em que terá uma grande dependência por parte dos pais para realizar qualquer atividade, desde escolher o que irá vestir até escovar os dentes.

Aumento da ansiedade quando existe algo a decidir: Saber que terá que tomar decisões faz que lhe gere uma grande pressão (muito mais do que a outras crianças da sua idade) e necessariamente acaba somatizando no corpo através de vômitos, dores de cabeça, tensão muscular, gagueira, problemas digestivos…

Alteração do sono: Quando falamos de alterações a gente se refere à grande inquietação para dormir, o que pode refletir em falar dormindo ou terrores noturnos ou não terá um sono contínuo e às vezes pode ser acompanhado de choros ou irá querer ir dormir na cama dos pais ou pedirá para deixar a porta entreaberta e a luz acesa. Em outras ocasiões pode demorar em dormir e começar a procurar desculpas para não dormir (como para lerem um conto que já tenha sido lido a pouco) ou vai se chatear para ir para a cama. Nesse sentido, desenvolvem todas essas características não pelo fato de que lhe dê medo do escuro, mas por deixar de estar acompanhada ou por não querer pensar nas decisões que terá que tomar sozinha.

Conselhos para melhorar a segurança em crianças

– A rotina vai conseguir que tenha uma maior confiança: Já que lhe vai permitir a se adiantar ao que vem por aí. As decisões já estarão sendo tomadas e suas ideias organizadas.

 Aumentar sua autonomia: Ceder-lhe pouco a pouco a responsabilidade de tomar decisões sem que você tenha que dar a aprovação em cada detalhe vai ajudar a criança a demorar menos em se decidir. O ambiente é determinante para promover uma maior segurança se você sugerir alternativas para que decida entre duas coisas irá conseguir que ela desenvolva mais facilmente essa habilidade.

 Reduza as críticas: Às vezes, a gente pode animá-lo para que faça algo, mas se não o fizer perfeitamente com como a gostaríamos é só mostrar o seu erro e como deveria tê-lo feito bem. Ao fazer isso podemos ajudar a criança a não se confundir. No entanto, em crianças inseguras essa exigência só conseguirá que ela desconfie que consiga fazê-lo bem e não volte a tentá-lo para não se sentir julgada.

 

Fonte: http://zip.net/bwtwM8

Adaptado por Profª Ana Paula Camargo Petroski